Dúvidas que estão me fazendo pensar
Sexta, 14 de Julho de 2017

Ouvindo Genesis -Follow you follow me

Sobre a velocidade com que os automóveis passam pelas ruas, pasmem, dentro de perímetro urbano, que sofre também com buracos. Num domingo desses que demora pra acordar, preguiçoso, mas luminoso, temperatura média. A pressa deveria ter acordado de folga, não por aqui, um crescente movimento de pneus girando rápido, fazendo o piso chiar em certo momento. Refleti, no largo ensolarado havia gente miúda e velhinha, destas que vêm da missa, num domingo ensolarado, o pessoal naturalmente agradece à vida, à saúde, à boa sorte de ter alegria e mesmo de ter a esperança. Quando olho um cenário e outro, num a pressa desmedida, noutro o leve andar, que já nota que da vida nada se leva, apenas o bem que se faz, com longos olhares, com muito pouco tesouro guardado, mas que ciente do verdadeiro tesouro não se conta em cédula e dígito aplicado, na roleta russa que desumaniza e escraviza, deixando tais como seres de pouco sentimento e estima e, quase nenhum ente querido, muitos herdeiros, poucos que festejam a vida, dito assim, nem se percebe a cena toda, nuvens encaracoladas, de um alvo que chega a brilhar, ora riscos cruzam os céus, os apressados comem cru e têm quase nada de sabor, engolem em golfadas tanto o alimento, a bebida e mesmo as horas e momentos, numa marcha tão veloz que quando chegam por um detalhe ou outro... Não conseguem parar, apenas ficam deglutindo a mesmice que sai daquela caixa, retangular, que aqui no país continente abaixo do Equador, costumou-se chamar de televisão, a Teresa, não a Negra do Bem Jor, que vestia rubro, e tem Fusca e violão, num samba de raiz, que embala roda de viola, porque somos um povo feliz por natura, com lindos rostos e corpos e, principalmente corações, pra que a pressa? Relaxa, é no tranquilo que a vida vai dando certo, adrenalina é bom, vez em quando, como montanha-russa que a Martha disse tão bem. Ressaltar que estamos vivendo e não vegetando é antes de tudo pensar em trabalho na medida certa, na folga na medida certa, afinal, tudo que é demais não é natural. O trânsito está complicado, muitos Cavalos de Força (inclusive atrás do volante) poucos param para a pessoa atravessar, dão espaço para conversão, num gestual apressado e boçal. A gentileza é irmã gêmea da gratidão. São belas como só elas, primas distantes das sereias que cantam e encantam, mas que nos deixam trocando as pontas quando em silêncio, nem um ruído é péssimo para os animais, eles sabem que podem sofrer um ataque iminente, como se fossem presas. Lobos são animais de extrema beleza e sutileza, eles até uivam para a lantejoula iluminada que vez em quando passa num vôo nem tão rápido, nem tão lento, apenas com a velocidade natural e com tal força que é difícil ficar inerte. Este é um dos segredos, a velocidade nos pontos certos, em pistas, onde exploram o limite, a genialidade dos pilotos, onde a fração de segundo importa. Este é o turno certo, aprender a dosar a velocidade, pode mostrar que se chega ao longe, mesmo na tocada tranquila e serena. Alguns descobrem antes da curva, outros muitas vezes esquecem de aprender, mais ou menos como aquele conto da lebre e o jabuti. Sábio é aquele que dosa a velocidade no momento e pontos corretos, cuidado com os miúdos. Eles têm vida inteira pela frente, respeite a sinalização, na próxima esquina existe belo encontro, sê apressado e perderás...

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