Onde Guardas?!
Sexta, 02 de Maio de 2014

Ao som de “Hurricane” Bob Dylan

Perceber nuance de sorriso, de pôr de sol, de cheiro da chuva.. Será? Até que possamos usar isso de certas joias da coroa da criação.. Ou você aí, não sente vontade de se atirar no rio ao ouvir o canto da Sereia? Ao perceber que entre uma e outra folha do livro predileto escondem-se coisas inconfundíveis, o brilho de um raio solar, o rastro deixado pelas botas de uma fada? Quê? Entenda que as maiores descobertas humanas foram possíveis graças ao estado de espírito levemente alterado, na batalha sádica entre o que se pode aguentar ou não.. Pesquisas que varam madrugadas, horas insones, quando tudo o que simples mortal era cair confortavelmente no leito aconchegante e sonhar, recobrar as energias vitais para na manhã seguinte, acordar ao cantar de pássaros, cenário bucólico na cabana com muitos discos e livros.. Coisa de cantor de rock, daqueles que some ao ver fãs e entra em tal introspecção que mesmo próximos duvidam da sanidade.. Desligar, alterar o ritmo, algumas das pessoas mais inteligentes que conheço apostam nisso, medir o tempo em luas, voltar ao natural, observar o etéreo, aquilo que nos brindaram e, que o sistema tenta “vender em pacotes” está bem aí diante dos olhos, apenas permita que isso não fuja, observe que por mais que tente, sempre existirá, um tolo a imaginar que a quantidade de metal será determinante, pouco importa, e oportunamente quando esta pessoa perceber, notar que não tem mais tempo pra tudo isto, será muito tarde, sem tempo para retroceder ficando tudo muito engessado, plúmbeo, sem cor e com aquilo de falsos brilhos, os mesmos sorrisos idiotas e vazios por quem não consegue, não se importa e definitivamente não percebe onde guarda seu coração.. 

No sorriso da criança, do amigo, ou amiga de muitas luas, divida isso com quem estiver caminhando a seu lado, num olhar os pares percebem, ou, descobre-se que não o são. Soltar amarras, deixar o barco seguir, poderá ser à saída do labirinto, antes da chegada do cruel Minotauro. 

Em espaços curtos ou longos, lancei linhas e palavras, mimos e, outras artes, como na técnica dos Elfos, que escondem coisas para nos atrapalhar, uma delas é a magia de ocultar, com sombra, o coração.. Que fica dormitando, esquece de bater mais rápido quando vê, quando sente o peito apertado de saudade, só tem quem como eu, olha no fundo dos teus olhos. Ao pisar, deixe marcas ou pegadas, para que ao menos possa te encontrar.

Saúde e Sorte, para os que fazem.. A diferença! 

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