O que me Pedes??
Sexta, 26 de Setembro de 2014

Ao Som de Bebeto Alves “De Um Bando!”

 

Esta nossa mania de pedir mais do que precisamos, ainda vai nos levar a outro caminho, pensei muito nesta semana na minha inoxidável Vó Maria, uma das pessoas mais cultas que já tive o prazer de conhecer, em suas orações pedia paciência para nosotros, que pudéssemos entender o tempo e conhecer os desígnios que foram traçados bem lá atrás nas curvas dos tempos, onde o vento faz a curva e a hidra bafeja o sal da terra.. Percebo hoje, que o caminho que percorro outros navegantes já fizeram, e deixaram mapas, trilhas e tal, lembro do desassossego de antes e penso que os problemas eram imensos, e na verdade não eram.. Algumas garrafas depois, e as rolhas que tapavam o conteúdo hermético como se fosse gênio da lâmpada para conceder três desejos, apenas três, a vida nos prepara para isso, em um breve instante, você terá a decisão em tuas mãos como um mapa de corsário, do terrível barba negra ou do moderno Jack Sparrow, mas lembre que mesmo estes “heróis” voltavam a terra e tinham que beber o rum, que inebriava e tirava da sua vista a linha mágica do horizonte e ao mesmo tempo mostrava que os cantos ouvidos não eram das Sereias imaginadas e sim de cantoria de milhas e terras, com o som distorcido da guitarra que insiste em marcar “na paleta” seus acordes vigorosos mostrando a inconformidade que sentimos ao contrariarmos a lógica nascente, o certo é que não nos habituamos a isso ou aquilo, rebeldes natos de um tempo puro de muros livres, da luta pelos ideais juvenis, na qual ainda existia o muro de Berlin a cortina de ferro e muitos outros que impediam o livre tentar, nessas andanças tenho visto que nada daquilo era ao menos prova, bala de mosquetão varrendo a noite, estilhaçando tudo o que se colocava em frente, que nada, outro coquetel, este Molotov, explodia na calçada e ateava fogo aos pneus de carros verdes, quem eram e onde estão? Não mais do que burocratas a serviço daqueles que combatiam a vida meus caros imita a arte e como, antes corsos por ora burocratas, e o que continua? O Rum, este cada vez melhor e mais sofisticado, olho pro lado e ao perceber que não tem mais escalpo, tiram o couro, justamente daqueles que em outrora cerravam fileiras, em busca do que? De algo que não mais existe a crença de que podemos ser bons, todos nós, isto já foi decretado nulo por De Gaulle, quando disse, este não é um país sério, nem o teu general, ainda ontem teu mandatário se perdia nas curvas, e que curvas ein Bruni, o que fica é provado que certos estavam os gauleses e os farrapos, irredutíveis, ao menos na poção mágica, nos festejos, nos javalis assados e mais abaixo aqui no Atlântico, na costela assada na brasa de um carvão que governo vem e vai e não usa, acho mesmo que a luta do Sepé que bradou “Esta terra tem dono!” foi nosso último grito, sepultado junto com nossos lanceiros negros e com o Neto, o único que não se vendeu e morreu nas mãos de capanga num hospital de campanha no uruguay..   Mas, Livre!

“Que o Vento Leve o Que Não Me Faz Bem!”.. Vento Ventania..  

Saúde e Sorte!

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