Brasileira no mundo do automobilismo!
Sexta, 13 de Dezembro de 2013

 

Dando continuidade ao nosso “álbum de figurinhas” das feras do automobilismo, hoje apresento aos senhores, Ana Beatriz de Figueiredo, nas pistas, mais conhecida por Bia Fiqueiredo. É uma das poucas brasileiras que teve participações de destaque em várias categorias no Brasil e no Mundo. Como a maioria dos pilotos, principalmente entre os brasileiros e os europeus, Bia começou sua vida nas pistas em campeonatos de Kart com apenas 8 anos de idade, em 1993.

Nessa época, Bia acabou obtendo vários vice-campeonatos no Kart, e ganhou a Copa Sorriso de Kart, em 2003. Nesse mesmo ano, Bia entrou para a Fórmula Renault Brasileira, e no ano seguinte disputaria – em conjunto – a Fórmula 3 Sudam. Isso continuou em 2005, mas, em 2006, ela disputaria apenas na F-3. No decorrer desses anos, Bia obteve um vice-campeonato em 2004 na F-3 Sudam Light, e um terceiro lugar na temporada de 2005 da F-Renault Brasileira. Nesses anos no Brasil, de 2003 à 2006, ela acumulou 3 vitórias, 24 pódios, 6 poles e 5 voltas mais rápidas.

Bia passou um ano sabático em 2007, para, em seguida, rumar ao automobilismo norte-americano, onde está até hoje. Começou pela Indy Lights, e correu até a temporada de 2009, sempre pela equipe Sam Schmidt. Em seu ano de estréia no mercado norte-americano, ela venceu sua primeira prova na categoria. A vitória, obtida em 12 de julho, no Nashville Superspeedway, significou a primeira vitória de uma mulher na história da categoria. Ela voltou a vencer no ano seguinte, agora no Iowa Speedway, e assim conseguiu suas únicas vitórias, até agora, no mercado norte-americano.

Mas sua melhor temporada foi realmente a primeira, a de 2008. Ela terminou aquela temporada na terceira colocação. Em 2010, Bia subiu para o topo dos monopostos nos EUA, passando a correr na IndyCar. Entretanto, ela fez apenas quatro provas na temporada, no ano seguinte conseguiu patrocínio para correr toda a temporada. Nos dois anos ela correu pela equipe Dreyer & Reinbold, não necessariamente uma equipe forte. Sem uma estrutura a altura de seu talento, Bia fez duas campanhas meio que apagadas, andando sempre no meio do pelotão.

Particularmente, acho Bia uma forte piloto e com condições, sim de andar na ponta, mas esse “mundo” de corridas, além de talento, requer sorte, uma forte equipe e um bom patrocínio. Unindo esses fatores com certeza ela pode representar muito bem nosso país.

Abraço e até a próxima!

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