Nigel Mansell acumula mais de 30 troféus
Sexta, 19 de Junho de 2015

Chegou a vez de falar um pouco desse “cara da Fórmula 1”. Mansell é o piloto com mais primeiros lugares na história, e o 5º colocado no ranking absoluto, atrás apenas de Schumacher (91 vitórias), Prost (51), Senna (41) e Alonso (32). Apesar das mais de três dezenas de troféus, ele conquistou o Mundial apenas uma vez, sendo vice em outros três anos.

Das 31 vitórias, nove foram conquistadas na mítica temporada do seu título, em 1992. Em 16 corridas, Mansell ainda chegou três vezes em segundo e não completou a prova em quatro ocasiões. Ou seja, ele venceu a corrida ou foi segundo em 12 dos 16 GPs daquele ano. Um desempenho assombroso que garantiu o título mundial com 108 pontos contra apenas 56 do companheiro de equipe, Ricardo Patrese.

A ironia é que o carro da Williams daquele ano era tão, mas tão bom, que todos os holofotes estavam nos projetistas Patrick Head e Adrian Newey, autores da obra prima que tinha, entre outros trunfos, câmbio semi-automático, suspensão ativa, controle de tração, motor Renault V10, além de uma aerodinâmica sólida. A impressão no final de temporada era de que pouco importava quem guiou o carro, a superioridade do modelo FW14B era tanta que a taça viria de qualquer forma.

Após marcar pole com 1 segundo de vantagem sobre o segundo colocado, Mansell arranca para vencer de ponta a ponta no GP da Espanha. 1992 foi um massacre da Williams. Muito mais duras foram as temporadas dos vices campeonatos: 1986, 1987 e 1991. Na primeira ocasião, o título escapou para as mãos de Prost, que se aproveitou da disputa interna na Williams entre Mansell e Piquet para faturar o seu bicampeonato. No ano seguinte, perdeu o título para o companheiro de equipe após sofrer um grave acidente e ficar fora das duas últimas provas da temporada. Em 1991, apesar de vencer cinco corridas, foi derrotado pela consistência de Senna.

Em 1993, chocou o mundo do automobilismo ao se transferir para a Fórmula Indy. Seu descontentamento no time surgiu após o anúncio de que a Williams havia assinado com Prost para a temporada seguinte. Mansell havia passado tempos difíceis na Ferrari, na temporada de 1990, sofrendo com o status de segundo piloto e vendo a equipe beneficiar Prost fora das pistas. Para piorar, Senna se ofereceu para correr de graça pelo time inglês em 1993 (o que acabou não ocorrendo devido ao veto de Prost). O inglês decidiu que não passaria por isto outra vez e se mandou para os Estados Unidos. E foi campeão.

Após os dois anos com títulos consecutivos nas categorias mais importantes do automobilismo mundial, com o ego nas alturas, Mansell sentou outra vez no cockpit de uma Williams para disputar quatro corridas na temporada de 1994, na vaga aberta após a morte de Senna. Sem Senna e Prost, que se aposentou após o título em 1993, a volta da lenda viva Mansell ajudou a F1 a se consolidar como a maior categoria do automobilismo mundial.

Comentários