SILVERSTONE
Sexta, 17 de Julho de 2015

Década de 1940. Pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial o fordismo alcançava seu ápice. E a popularização dos veículos estimulou também o crescimento do automobilismo. Mas na Inglaterra havia poucos locais adequados para a prática da atividade. Foi então que um campo de pouso usado pelos bombardeiros britânicos, localizado entre os vilarejos de Silverstone e Whittlebury, a 130 km de Londres, se transformou em um autódromo e começou a estimular o esporte a motor na Grã-Bretanha. Nascia, em 1948, o Circuito de Silverstone, hoje um dos mais tradicionais da história da Fórmula 1.
No dia 2 de outubro do mesmo ano, antes mesmo da criação da Fórmula 1, foi realizado no circuito o primeiro Grande Prêmio da Inglaterra. Nada mais do que barreiras feitas com cordas e com blocos de feno separavam os velozes carros dos mais de 100 mil espectadores que assistiram o italiano Luigi Villoresi superar outros 22 pilotos, em sua Maserati, vencendo a prova.
Menos de dois anos depois, no dia 13 de maio de 1950, sob olhares do Rei George VI e da Rainha Elizabeth, era disputado ali, a corrida de abertura da primeira temporada da história da Fórmula 1. O vencedor foi o italiano Giuseppe Farina. Nascia ali, naquela antiga pista de pouso, o que se tornaria o maior campeonato de automobilismo do planeta.
E, como sempre, o Brasil também brilhou no asfalto de Silverstone. Primeiro, em 1975, com Emerson Fittipaldi. Depois, em 1988, no melhor estilo Senna: na chuva. Em sua temporada de estréia pela McLaren, as condições terríveis (para os adversários) da pista, permitiram que Ayrton mostrasse sua extrema habilidade com o piso molhado, ficando mais próximo do seu primeiro título mundial. E Rubens Barrichello foi o último a levar a bandeira verde e amarela ao lugar mais alto do pódio em 2003.

Abraço e até a próxima!

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