Categorias de base do Automobilismo Brasileiro
Sexta, 28 de Agosto de 2015

O Brasil, por anos, simplesmente não teve categorias de base. Após o encerramento das atividades da Fórmula Renault, existiu uma tentativa de categoria para pilotos saídos do kart, que foi a Fórmula Futuro, criada por Felipe Massa, mas que resistiu apenas dois anos. Nesse meio tempo, a Fórmula 3 Sul-Americana seguia sobrevivendo com grids muito pequenos e sem capacidade de formação.
Sem qualquer tipo de categoria de formação no país, não restava alternativa aos pilotos que quisessem seguir carreira nos Fórmulas a não ser sair do Brasil, o que acontece até os dias de hoje. Para se ter uma ideia, 21 pilotos brasileiros militam em categorias de formação na Europa, nos Estados Unidos e até no Japão, que também possui um automobilismo forte.
Aqui no país, alguns campeonatos têm reunido um bom número de competidores e reforçado a necessidade de formação. Estes são os casos de torneios como o Super Kart Brasil (SKB), o Top Kart e os regionais, como o Sul-Brasileiro, a Copa Nordeste e os estaduais, como o Mineiro e o Paulista, todos com bons grids.
A Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), primeiro, fortaleceu o Campeonato Brasileiro de Kart, que já se realizou a sua 50ª edição.
O maior esforço, porém, aconteceu na Fórmula 3, que passou a ser um torneio nacional e, com o apoio da Vicar, empresa promotora da categoria, dos chefes de equipe e da CBA, teve seus custos reduzidos. O resultado é um grid médio de 15 carros, número considerado bom quando se lembra que, no final de sua era sul-americana, o torneio mal conseguia reunir sete pilotos em seu grid.
Além do fortalecimento do Nacional de Kart e da Fórmula 3, outras medidas reforçam a tentativa de um trabalho de formação. Entre 2013 e 2014 foi disputada no Rio Grande do Sul a Fórmula Júnior, destinada para pilotos que acabaram de sair do kart. Em âmbito sul-americano, desde o ano passado se disputa a Fórmula 4 Sul-Americana, que utiliza os antigos carros da Fórmula Futuro. Há ainda a expectativa de criação de uma categoria criada pela Renault no Brasil.
Ainda é cedo para afirmar se tudo isso resultará em pilotos nas chamadas categorias top, principalmente quando se vem de um período de abandono total dos campeonatos de formação. Mas, aparentemente, existe chance de formação dentro do país, considerando um planejamento de longo prazo.

Abraço e até a próxima!

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