Automobilismo gaúcho
Sexta, 06 de Novembro de 2015

As ruas de Porto Alegre já foram palco de emocionantes provas de automobilismo. O ronco dos motores transformava ruas calmas em agitados circuitos. Foi uma época de ouro, onde se consagraram os grandes pilotos que faziam o público vibrar com suas demonstrações de arrojo e perícia. Dentre esses pilotos, houve um que se destacou dentro e fora das pistas, dando inestimável contribuição ao automobilismo gaúcho e brasileiro, e hoje seu nome está nas ruas de Porto Alegre: “Catarino Andreatta”, localizada no bairro Vila Nova. 

Catarino Andreatta trazia nas veias uma mistura de sangue muito especial. Ele tinha o arrojo e o ímpeto dos italianos e a calma e perseverança dos índios guaranis. Seu pai, o imigrante italiano Victório Andreatta, antes de chegar ao Brasil, passou pelo Paraguai e lá conheceu dona Celanira, sua esposa. Chegando ao Brasil, mais precisamente em Porto Alegre, o casal instalou uma empresa de transporte com grandes carroções, puxados a burro. Eram ainda muito raros os veículos automotores.

No dia 25 de outubro de 1911 nasceu Caratino, trazendo nas veias a mistura de sangue muito especial, que faria dele um piloto impetuoso e arrojado, mas que sabia manter a calma e a perseverança.  Quando Catarino nasceu, muitos automóveis já rodavam pelas ruas de Porto Alegre e seu pai começava a sonhar com uma radical na empresa de transportes. Desde já queria trocar por carros todos os carroções puxados por burros por carros.

Em 1928, Victório comprou as primeiras camionetes. Catarino estava com 17 anos e foi aí que começou sua paixão pelo automobilismo. Logo começou a dirigir os veículos, mas não contente, em pouco tempo tornou-se um habilidoso mecânico.

Nessa época, as competições automobilísticas começavam a chegar no Brasil e, estimulado pelo Pai, Catarino começou a alimentar o sonho de participar das corridas. Até seus 26 anos de idade ele se aprimorou na mecânica e na habilidade em pilotar e após isso se julgou pronto para participar das corridas.

Estimulado pelo pai, transformou sua camionete Modelo A 1928 em um carro de corrida, preparado por ele mesmo, com o qual participou de sua primeira corrida no Circuito de Venâncio Aires, em 1937, chegando em segundo lugar. Foi então que Victório resolveu patrocinar a carreira do filho, a qual foi brilhante e resultou em diversas vitórias.

 

Abraço e até a próxima!

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