Catarinense Mauricio Gugelmin
Sexta, 04 de Março de 2016

O catarinense de Joinville Mauricio Gugelmin nasceu em 20 de março de 1963 e competiu nas duas principais categorias do automobilismo mundial: a Fórmula 1 e a Fórmula Indy. Começou a andar de kart aos oito anos, conquistando um título brasileiro, em 1980, para depois passar para a Fórmula Fiat em 1981, ano em que já foi campeão da categoria.

Iniciou sua carreira internacional em 1982 na Europa em grande estilo, sagrando-se campeão da Fórmula Ford 1660 Britânica, com a incrível marca de 13 vitórias e 11 poles.

Ainda na Inglaterra, foi vice na Fórmula Ford 2000 em 1983 e obteve mais dois títulos nos dois anos seguintes: na Fórmula Ford Européia em 2000 e na Fórmula 3 Britânica, em 1984 e 1985, respectivamente. Aliás, em 1985, foi o vencedor do tradicional Grande Prêmio de Macau de Fórmula 3.

Estreou na Fórmula 1 em 1988 pela extinta equipe March, na ocasião equipada com motor Judd. Terminou a temporada em 13º lugar, com quatro pontos, obtidos com um quarto lugar no Grande Prêmio da Inglaterra (Silverstone) e um quinto lugar no Grande Prêmio da Hungria (Hungaroring).

Fez a temporada de 1989 pela mesma March-Judd e logo na primeira prova da temporada, o Grande Prêmio do Brasil, disputado em Jacarepaguá, subiu ao pódio com o terceiro lugar, disputando acirradamente a segunda colocação com Alain Prost (McLaren-Honda). A prova foi vencida pelo inglês Nigel Mansell, da Ferrari, exatamente na estréia do câmbio semiautomático, inovação criada por John Barnard, através do sistema de borboletas localizado atrás do volante, utilizado até hoje na Fórmula 1 e outras categorias do automobilismo.

Mas o começo de ano não se repetiu ao longo da temporada de 1989 e Gugelmin não voltou a pontuar mais naquele ano, em função da pouca durabilidade do motor Judd. Terminou o ano na 16ª colocação, com quatro pontos.

Também em 1989 sofreu um dos mais espetaculares acidentes já registrados na Fórmula 1, no Grande Prêmio da França, disputado no circuito Paul Ricard, quando tocou na traseira da Williams-Renault de Thierry Boutsen e na Ferrari de Nigel Mansell, capotando de maneira incrível, mas felizmente sem provocar ferimentos nele e nos outros pilotos.

A prova foi interrompida e Gugelmin voltou a largar e ainda conseguiu fazer a volta mais rápida da prova.

Fez sua última temporada pela Leyton House (que voltou a se chamar March no final do ano) em 1991 e não conquistou nenhum ponto, transferiu-se para a Jordan em 1992, que havia sido a principal revelação da temporada anterior, com Michael Schumacher.

No total, disputou 80 provas na Fórmula 1 e obteve dois pódios. Sua última corrida foi o Grande Prêmio da Austrália de 1992.

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