Direto do túnel de vento!
Sexta, 11 de Julho de 2014

Um assunto curioso e de extrema importância, no meu ponto de vista, é a aerodinâmica nos carros de competição, onde principalmente é aplicada na Fórmula 1. Esta não é uma ciência tão nova e, no caso das competições automobilísticas, muito foi “importada” da indústria aeronáutica.

Foi na segunda metade dos anos 60 que os carros de corrida (primeiramente os monopostos, posteriormente, os demais) começaram a receber “apêndices aerodinâmicos” para otimizar seus desempenhos, especialmente em curvas, propiciando o contorno das mesmas em velocidades cada vez maiores. Os primeiros “apêndices” eram praticamente pranchas retas, que sob alguma inclinação, conseguiam produzir um efeito positivo e um ganho real ao carro que a usava. Com o passar do tempo, elas deixaram de ser apenas uma “prancha”, e passaram a ganhar formas que certamente não tinham como ser desenvolvidas simplesmente “a sentimento”. Era preciso estudo, e aí começa a relação do automobilismo com os túneis de vento.

Então entra em ação a colaboração da indústria aeronáutica, com base nela, os túneis de vento começaram a ser utilizados no automobilismo ainda nos anos 70. De uma maneira geral, eles têm como objetivo a otimização aerodinâmica.

Nos dias de hoje, as principais equipes de Fórmula 1 passaram a ter seus próprios túneis de vento, construídos dentro de especificações e metodologias dentro das necessidades que cada uma julgou serem as melhores para se obter os resultados mais próximos da realidade. Logicamente estas especificações são “segredos trancados a sete chaves”. Afinal, neste competitivo microuniverso, ninguém revela seus segredos.

Os túneis de vento na Fórmula -1 são capazes de gerar um fluxo contínuo e uniforme acima dos 80 metros por segundo, o que simularia um carro estar próximo dos 300 Km/h. As simulações podem ser gerais e/ou específicas, analisando o conjunto como um todo ou apenas buscando otimizar partes do conjunto. 

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