Elas no volante...
Sexta, 22 de Novembro de 2013

Continuando a série sobre as “Mulheres Piloto” vamos conhecer um pouco sobre a carreira de Maria Grazia Lombardi. Nascida em Frugarolo, região do Piemonte na Itália, em 26 de março de 1941, foi a única mulher a ter conseguido a pontuar na Fórmula 1, no Grande Prêmio da Espanha de 1975, disputado no circuito de Montjuich, no dia 27 de Maio. Ela terminou a prova em sexto lugar, guiando um March-Cosworth, o que lhe garantiria um ponto, mas como a prova foi interrompida antes do número mínimo de voltas, Lella acabou ficando com a metade, ou seja, 0,5 ponto (o que já foi suficiente para pontuar oficialmente).

Antes de ingressar na Fórmula 1, Lella Lombardi passou por categorias de turismo, Fórmula Ford e Fórmula 3, todas na Itália. Sua estreia na Fórmula 1 foi no Grande Prêmio da Inglaterra, em Brands Hatch, em 20 de julho de 1974, com um carro da Brabham, em 1975, participou de 12 das 14 etapas, correndo pela equipe March-Cosworth (modelo 751), tendo como companheiro de equipe o alemão Hans Stuck. Em 1976 foi seu último ano na Fórmula 1, Lella correu pela equipe RAM, que disputou o campeonato com um carro antigo da Brabham modelo BT-44B.

Mas Lella não foi a única mulher a guiar na Fórmula 1. Antes dela, a precursora foi sua compatriota Maria Teresa de Filipis, nascida em Nápoles, que disputou quatro corridas, entre 1958 e 1959. Ainda quem acelerou nas pistas foi a inglesa Divina Galica, que não chegou a participar de nenhuma corrida, pois não se classificou nos treinos para os três Grandes Prêmios em que estava inscrita, entre 1976 e 1978, ela que começou no esporte como esquiadora, guiou carros das equipes Surtees e Hesketh, em 18 de julho de 1976. Divina e Lella participaram dos treinos para o Grande Prêmio da Inglaterra, disputado em Brands Hatch, mas as duas não se classificaram.

A última mulher a colocar seu nome na Fórmula 1 foi outra italiana, a romana Giovanna Amati, que participou dos treinos para as três primeiras etapas de 1992 pela Brabham-Judd, equipe oficial, tendo como companheiro, o holandês Eric van de Poele, porém, não se classificou em nenhuma delas (África do Sul, no México e no Brasil) e acabou sendo substituída pelo inglês Damon Hill, que acabou se tornando campeão mundial em 1996, pela Williams-Renault.

  

Abraço e até a próxima!

 

 

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