Motores da F-1 para temporada 2014
Sexta, 29 de Novembro de 2013

São muitas as mudanças para a temporada 2014 da Fórmula 1, mas hoje vamos falar de uma das principais, é a parte dos motores. Agora chamada de Power Unit (unidade de potência), deixou de lados os atuais V-8 aspirados para dar espaço para o V-6 Turbo, composto por seis blocos: o motor em si; o turbocompressor; os dois ERS (que além do KERS inclui o motor elétrico coligado ao turbocompressor); a eletrônica; e as baterias. Todos sob regras visando uma maior eficiência térmica dos motores para aproximar a Fórmula 1 da preocupação com o meio ambiente que domina o planeta.

O motor V6 turbo comprimido com rotação limitada a 15 mil giros por minuto – 5.000 menos do que os V8 de 2.400 cc usados atualmente. O consumo de gasolina será limitado a 100 quilos (cerca de 140 litros) por corrida, um terço a menos do que cada carro gastou em 2013. O fluxo da gasolina injetada nos cilindros não poderá exceder 100 litros por hora e a pressão da injeção será de no máximo 500 bar. Por fim, cada carro só disporá de cinco motores para cobrir todas 20 corridas, três a menos que em 2013.

A captação de energia passa a se chamar ERS e contará com dois sistemas de captação de energia, um cinético denominado MGU-K (Motor Generator Unit-Kinetic), e um térmico, o MGU-H (Motor Generator Unit-Heat). O MGU-K vai ser bem mais forte que os 81,6 CV do KERS, gerando 164 CV – que somados aos 590 que se calcula que o V6 produzirá deixará a potência total muito semelhante aos 750 dos V8 de hoje. Além de maior, a potência do ERS estará disponível por todo o tempo de volta, em vez dos 6s67 permitidos até agora, nas regras, não há limite para a pressão do turbo, mas o aumento da quantidade de ar exige maior injeção de combustível – que como falamos anteriormente, está limitada a 100 litros por hora, vamos aguardar as máquinas começarem acelerar!

 

Abraço e até a próxima!

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