Democracia – O Poder do Povo 5 – Algumas Considerações
Sexta, 14 de Novembro de 2014

Amigos leitores, neste momento da descrição sobre a Democracia vamos apresentar algumas orientações gerais de Herbert de Souza, o Betinho, um dos grandes lutadores pela democracia e participação cidadã no Brasil para a construção de uma sociedade justa, pacífica e democrática.

Conforme este grande brasileiro é preciso pensar a liberdade, o que acontece em sua falta e o que se pode fazer com sua presença; a igualdade, o direito de absolutamente todos e a luta sem fim para que seja realidade; o poder da solidariedade, a riqueza da diversidade e a força da participação, e quanta mudança ocorre por meio deles. Pois estes são os princípios que formam a força motriz de uma verdadeira Democracia. 

Portanto, se cada um desses princípios separado quase daria para transformar o mundo, imagine todos eles juntos. O desafio de juntar igualdade com diversidade, de temperar com solidariedade conseguida pela participação. Essa é a questão da Democracia, a simultaneidade na realização concreta desses princípios, meta sempre irrealizável e ao mesmo tempo possível de se tentar a cada passo, em cada relação, em cada aspecto de vida.

E, para que se consiga resultados mais realistas é necessário colocar o eixo dessa revolução na cidadania, em cada pessoa e em todas e não no Estado, nem no mercado, pois eles não são capazes de dar vida a esses princípios. Isto porque o Estado quase sempre mata ou aleija um desses princípios dizendo que deseja salvar a Democracia. Por isso o Estado precisa ser domesticado. Sem controle da cidadania, logo perde o rumo e faz besteira, corrompe-se e corrompe. O mercado sem o controle da cidadania perde seu gosto pela liberdade e a competição. Entrega-se a uns poucos para servir a minorias.

De acordo com Betinho, infelizmente, a maioria das pessoas acredita que a solução dos problemas vem de fora, de algo externo, de alguém ou alguma coisa que fará, por nós e por todos, aquilo que deve ser feito. Uns não sabem viver sem o poder, sem o Estado. Outros não sabem viver sem alguém que manda o senhor, o padre e o pastor, o empresário, o líder, o patrão. A maioria não sabe viver sem o Estado e o mercado, não sabe viver por si. E esse engano é grande, profundo e perigoso.

Na verdade é tudo o contrário. O Estado não sabe viver sem o cidadão, sem cada um e todos. O presidente não existe sem o cidadão. O mercado não existe sem a participação de cada um. O espelho não existe sem aquele que o vê. Mas muita gente pensa invertido, onde tem efeito vem a causa... Quando o cidadão descobre que ele é o princípio do que existe e pode existir com sua participação, começa a surgir a Democracia. Ou seja, cidadania e Democracia andam de mãos juntas, não existem separadas, se fundam em princípios éticos e, por isso, têm o infinito como seu limite. Não existe o limite para a solidariedade, a liberdade e a igualdade, participação e diversidade... e, a Democracia é uma obra inesgotável.

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