A Independência da República Unida da Tanzânia
Sexta, 12 de Dezembro de 2014

Prezados leitores, venho nesta coluna trazer de forma muito resumida o histórico do processo de luta das populações desta região africana que culminou com a reconquista da independência deste país após séculos de dominação estrangeira, celebrada no dia 9 de dezembro de 1961

Situada na costa leste da África, a Tanzânia é constituída pelo território de Tanganica, no continente, e pela ilha de Zanzibar, no oceano Índico. O país é famoso pelas atrações naturais, como o monte Kilimanjaro, o mais alto da África, os parques de animais selvagens e os três maiores lagos do continente - Vitória, Tanganica e Malauí. Reúne povos de diferentes etnias como: Nilo-camiticos na região Oeste e a minoria Shiraizi, de origem Persa em Zanzibar, e grupos reduzidos de Árabes, Indo paquistaneses e Europeus tendo como principais religiões, o Islamismo, o Cristianismo e o Hinduísmo e as Religiões Tradicionais africanas. 

Em termos históricos é de salientar que antes da vinda dos europeus, as populações africanas da região tiveram contatos e relações muito intensas com vários povos, sobretudo árabes e indianos, entre os séculos X e XV, que deixaram suas influências culturas aos nativos, nomeadamente a religiosidade. 

A presença europeia se inicia com a passagem de Vasco da Gama em Zanzibar no curso da sua viagem a Índia, levando a colonização da ilha pela coroa portuguesa, entre os séculos XVI e XVII. Em 1884 a Alemanha conquista Tanganica e a transforma em colônia com o nome de África Oriental Alemã e Zanzibar torna-se protetorado britânico em 1890. Entretanto, durante a I Guerra Mundial Tropas britânicas e alemãs combatem em Tanganica e, terminado o conflito, com a derrota Alemã a região passa a ser administrada pela Sociedade das Nações sob o comando do Reino Unido.

O crescente aumento da população branca aliada à importância cada vez maior dos interesses econômicos anglo-saxônicos em detrimento da pobreza absoluta das populações locais levou ao surgimento dos movimentos organizados de luta pela autodeterminação e independência que se iniciaram através das identificações religiosas. Ao mesmo tempo em que a crise se expandia aparecia com nitidez os efeitos da pressão política dos africanos, dando mostra do esforço de vários setores da sociedade orientada para conquistar uma nova forma de vida. 

Em fim, à meia-noite do dia oito de Dezembro de 1961, o País alcançava a soberania nacional, tendo neste instante, içado, no monte Klimanjaro, sobre os picos cobertos de neve, a Bandeira Verde, Amarela e Preta do Tanganica, símbolo sublime do renascimento africano; e Julius Nyerere o principal líder dessa luta viria a ser, no ano seguinte, o primeiro Presidente desta nova nação.

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