12 de dezembro Dia da Independência do Quênia
Sexta, 19 de Dezembro de 2014

Estimados leitores, desta vez estamos a trazer de forma muitíssimo reduzida o histórico do processo de luta pela autodeterminação e independência da República do Quênia, na expectativa de estar a contribuir para o conhecimento da verdadeira história da luta dos povos africanos pelo fim da dominação colonial e o direito de definir de forma autônoma a sua caminhada para o desenvolvimento.

A República do Quênia, é um país da África Oriental, situado na linha do Equador, com uma área de 581 309 km² e uma população de cerca de 44,1 milhões de habitantes, cujo nome se origina do Monte Quênia a segunda montanha mais alta da África. O país é famoso por suas safáris e diversas reservas de vida selvagem e parques nacionais, como o Parque Nacional de Tsavo-Oeste, o Masai Maara, o Lago Nakuru e o Parque Nacional Aberdares e também pelos vários sítios de patrimônio mundial como Lamu, e praias de renome mundial, tais como Kilifi, onde são realizadas competições de iatismo internacional a cada ano.

A presença europeia e árabe no território remonta ao início do período moderno, mas a dominação e exploração européia se iniciam no século XIX, quando o Império Britânico estabelece o denominado protetorado da África Oriental Britânica em 1895. Entretanto, foi em 1885 na conhecida Conferencia de Berlin em que se definiu a partilha do continente pelas potencias européias é que o Quênia foi confiado ao Reino Unido.

O domínio colonial no Quênia foi caracterizado por severas práticas políticas, econômicas e sociais. O fato mais marcante dessas políticas foi a discriminação racial. Enormes terras férteis foram cedidas para implantação dos brancos, e severas leis trabalhistas foram promulgadas para forçar os africanos a trabalhar por baixos salários em fazendas de colonos e em obras públicas tendo a participação política Africana confinada ao governo local.

Esta situação motivou a rebelião Mau Mau e fez com que a partir dos anos 1920, os movimentos de protesto tivessem começado no território. Várias associações políticas, incluindo “The Young Kikuyu Association, East African Association, Young Kavirondo Association, North Kavirondo Central Association e Taita Hills Association”, foram formadas para veicular reivindicações contra o trabalho forçado, os baixos salários, os impostos altos, a incessante distribuição da terra, e a discriminação racial. Entre 1944 e 1960 a atividade política Africana e a pressão foram intensificadas, sobretudo com surgimento em 1944 do primeiro partido nacionalista do país, o “Kenya African Union” (KAU). 

Inúmeras vidas foram sacrificadas nesta luta pela liberdade deste martirizado povo e a conseqüência destes atos heróicos foi que, em 1963, os britânicos foram expulsos das terras quenianas e no dia 12 de dezembro do mesmo ano, a Inglaterra reconhece a independência do Quênia.

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