A Independência da Líbia
Sábado, 27 de Dezembro de 2014

Estimados leitores deste importante jornal da nossa região, venho mais uma vez trazer um pouco do histórico do que foi o processo da luta das populações africanas do atual território que constitui a Líbia pelo direito legítimo de definir a sua caminhada rumo ao progresso.

A Líbia é um país situado no norte da África, tendo fronteiras com o Egito a leste, Sudão a sudeste, Chade e Níger ao sul, Argélia e Tunísia a oeste e banhado pelo Mar Mediterrâneo, diante dos litorais italiano e grego. Constituído por três regiões, Tripolitânia, Fezã e Cirenaica, numa área de 1.757.000 km², é o 17° maior país do mundo. Em 2012 tinha o segundo melhor índice de desenvolvimento humano da África e o quinto em PIB, tendo a 10ª maior reserva comprovada de petróleo do mundo e a 17ª maior produção. A população é predominantemente de origem berbere, com grupos minoritários, nomeadamente, Tuaregues, Judeus, Italianos e Gregos, tendo o islamismo como religião predominante.

Antigo assentamento de povos tão díspares quanto os fenícios, os romanos e os turcos, a Líbia recebeu seu nome dos colonos gregos, no século II antes da era cristã. Estes povos fundaram colônias e cidades. Em 1911, sob o pretexto de defender seus colonos estabelecidos na Tripolitânia, a Itália declarou guerra à Turquia e invadiu a Líbia. Durante a primeira guerra mundial, os líbios recuperaram o controle de quase todo o território, mas terminada a guerra os italianos empreenderam a reconquista do país e, em 1939, a Líbia foi incorporada ao reino da Itália. 

É de salientar que o colonialismo italiano na região é conhecido como um dos piores da história da África, com repressão desumana de manifestações políticas das diversas tribos berberes contrárias a dominação colonial. Na 2ª Guerra Mundial, a Líbia foi palco de combates decisivos entre os ingleses e a “Afrikakorps” do general alemão Rommel. Após o término das hostilidades, a Líbia foi temporariamente ocupada por França e Inglaterra. 

O povo líbio prossegue a luta que culmina com a declaração da independência em 24 de dezembro de 1951 anunciada pelas seguintes palavras do rei Idris I "Nós proclamamos solenemente ao povo da Líbia que, como recompensa de seus esforços e na conformidade de resolução da ONU, nosso país bem amado, com a ajuda de Deus, conquista sua independência". O novo país é imediatamente, reconhecido pela Assembléia das Nações Unidas. Em 1969, um grupo de oficiais nacionalistas derruba a monarquia e instala a República Árabe Popular e Socialista da Líbia. O Conselho da Revolução presidido pelo coronel Muammar al-Khadafi, nacionaliza o petróleo, os bancos e as empresas estrangeiras no país desencadeando uma revolução cultural, social e econômica.

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