Eduardo Chivambo Mondlane: Herói Nacional de Moçambique 2
Sexta, 13 de Fevereiro de 2015

Amigos leitores deste importante meio de informação e formação dos cidadãos de nossa região, prosseguimos aqui, apresentando de forma muito resumida, para conhecimento de todos, as contribuições deste grande líder de Moçambique e da África para a reconquista da independência do povo moçambicano.
A visita de Mondlane a Moçambique em 1961, serviu não só para se interar da realidade em vivia o seu povo, mas também para se reunir com diversas lideranças e personalidades para refletir sobre alguns mecanismos estratégicos de libertação do país. É de salientar que na altura já existiam três movimentos de libertação separados, sendo que alguns membros nem sequer sabiam da existência dos outros, sendo eles nomeadamente: a União Nacional de Moçambique, a Mozambique African National Union e a União Nacional Africana de Moçambique Independente.
Esta situação não ajudava na conjugação de esforços e estratégias para se derrubar o sistema colonial. Com o objetivo de se ultrapassar a situação foi criada a Frente de Libertação de Moçambique em 25 de Junho de 1962, unindo os três movimentos acima citados e Eduardo Mondlane, um dos principais defensores desta união, eleito Presidente da FRELIMO.
O trabalho de Eduardo Mondlane enquanto Presidente deste movimento teve um impacto bastante assinalável. O seu currículo acadêmico, a sua personalidade amadurecida, os seus conhecimentos de organização, a sua capacidade de mobilizar recursos e o seu espírito libertário constituíram uma mais- valia para a luta pela independência de Moçambique. Pois, Mondlane era uma espécie de farol e ideólogo que guiava os moçambicanos na luta pela sua liberdade, sendo o comandante das Forças Populares de Libertação de Moçambique.
No domínio diplomático, Mondlane teve o mérito de defender a imagem do movimento, numa altura em que Portugal e seus aliados realizavam campanhas de desinformação sobre a existência desta Frente e, sobretudo, à forte dimensão social, política e militar da sua luta. Utilizando-se dos dados captados e compilados pelo Centro de Comunicações da FELIMO, a respeito dessas campanhas, conseguiu provar ao Mundo que a luta levada a cabo era uma realidade, o que aumentou o reconhecimento internacional deste movimento.
Aquando da realização do II Congresso da FRELIMO em julho de 1968, Mondlane defendeu fortemente a luta prolongada como via de libertação de Moçambique. Opondo-se às idéias divisionistas e separatistas.  Foi essa maturidade política, intelectual, social e estratégico-militar que semeou as bases da libertação total e completa de Moçambique, a 25 de Junho de 1975.

Comentários