27 de junho: Dia da Independência do Djibuti
Sexta, 03 de Julho de 2015

Prezados leitores deste renomado jornal de nossa região, volto por este meio celebrar com vocês, aniversários, marcas históricas, econômicas, sociais e culturais dos povos do continente africano. Desta vez, vamos conhecer um pouco do que foi o processo da independência do povo da República do Djibuti.
Djibuti é um pequeno país africano localizado na parte oriental do continente. A sua população é de aproximadamente 906 mil habitantes. Sua capital é a cidade de Djibuti. Seu território possui uma área de 23,2 mil quilômetros quadrados, dimensões equivalentes as do estado de Sergipe. A religião principal do país é o islamismo, havendo uma minoria de 6% de cristãos. As línguas oficiais são o árabe e o francês, apesar do somali e do afar serem amplamente utilizados.
Antes da chegada dos árabes e dos colonizadores europeus, a região era povoada em sua maior parte pelo grupo étnico dos Afars, que compreendia os Adoh e os Ammara e o grupo étnico dos Issas, integrado pelos Abgal, Dalol e Mardig. A chegada dos árabes fez crescer o intercâmbio comercial, com produtos como o marfim e o ouro, fazendo crescer a economia.
Atraídos pelas riquezas da Etiópia, os europeus nomeadamente, Portugueses, Italianos, Franceses e Ingleses, chegaram às costas do Mar Vermelho no século 19 e se estabeleceram inicialmente na costa para realizar trocas comerciais. Entretanto, movidos pela dominação e exploração, os europeus, através de tratados de proteção, dividiram a região e coube à França a dominação da região do atual Djibuti.
As primeiras décadas do século 20 caracterizaram-se pela penetração e colonização francesa no interior do enclave. Em 1924, completou-se a ocupação total do território, começando assim a história colonial do país. Frente aos primeiros surtos de nacionalismo, a França concede algumas reformas, tendentes a neutralizar o processo. Foi assim que em 1947 atribui um novo status ao país, com o nome de Território de Ultramar, tendo criado conselhos representativos que davam algumas possibilidades no governo aos nacionais.
Com o crescimento do nacionalismo, Paris foi obrigada a conceder algumas reformas mais sérias, como a autonomia, conservando o governo territorial e a direção dos ministérios mais importantes. A luta pela reconquista da liberdade foi crescendo e a França procurando, através de diversas manobras políticas e por intermédio da repressão em que vários cidadãos foram massacrados, frustrar esta crescente demanda de independência. A luta interna e a pressão internacional liderada pela Organização da Unidade Africana, que reivindicava da França o fim da escravidão colonial, levou à proclamação da República independente do país em 27 de junho de 1977, pondo fim ao domínio colonial.

Comentários