Os ensinamentos de Madiba – 2
Sexta, 20 de Dezembro de 2013

Estimados leitores, vamos seguir trazendo alguns ensinamentos deste que é um dos grandes líderes da luta pela justiça, paz e democracia em todos os tempos, Nelson Rolihlahla Mandela, chamado carinhosamente de Madiba.

Assim, quando lhe perguntaram se acreditava na seriedade da oferta de liberdade feita pelo regime do apartheid, respondeu: “Como podem esperar que eu acredite que esta mesma discriminação racial que tem sido a causa de tanta injustiça e sofrimento através dos anos, agora operaria aqui para me dar uma chance leal e aberta?”.

Num dos seus julgamentos por comandar a resistência contra o regime racista, Madiba se defendeu afirmando: “Seja qual for o castigo que sua crença considera justo para me impor pelo crime pelo qual fui condenado ante esta corte, tenha certeza de que quando minha sentença for completada, ainda serei compelido pelo o que os homens sempre são; pela consciência” e, quando lhe perguntaram se negociaria com regime, afirmou que: “Somente homens livres podem negociar; prisioneiros não podem fazer acordos. Sua liberdade e a minha não podem ser separadas”.

Quando indagado sobre as condições prisionais de seu país, Mandela frisou: “Comenta-se que ninguém de fato conhece uma nação até que se veja numa de suas prisões. Uma nação não deveria ser julgada pela forma que trata seus mais ilustres cidadãos, mas como trata os seus mais simplórios”. E concluindo a resposta afirmou que: “Não há revelação mais aguçada do espírito de uma sociedade do que a forma pela qual ela trata seus filhos”.

Questionado sobre a forma como liderava o seu povo, Madiba respondeu: “Como um líder, eu sempre me esforcei para ouvir o que cada pessoa tinha a dizer numa discussão antes de dar minha própria opinião. Com frequência, minha opinião simplesmente representará um consenso do que eu ouvi na discussão. Eu sempre lembro o conceito básico: um líder é como um pastor de ovelhas. Ele fica atrás do rebanho, deixando o mais esperto sair na frente, sendo seguido pelos outros, sem reconhecer que desde o início eles estão sendo dirigidos por trás”, e concluiu: “Como eu tenho dito, a primeira coisa é ser honesto consigo mesmo. Você não pode nunca ter um impacto sobre a sociedade se não mudou a si próprio[...] os grandes pacificadores são todas pessoas íntegras, honestas, exceto humildes”.

E, para demonstrar aos seus conterrâneos os desafios que têm que passar, Mandela afirmou que: “Não há mais caminho fácil para a liberdade em lugar algum, e muitos de nós têm que atravessar o vale das sombras da morte de novo e de novo antes de alcançarmos o topo da montanha de nossos desejos”.

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