12 de outubro - Dia da Independência da Guiné Equatorial
Sexta, 09 de Outubro de 2015

Prezados leitores, trazemos aqui um pouco do marco histórico do que foi a reconquista da independência do povo africano da Guiné Equatorial, para conhecimento deste povo brasileiro amante da paz e da liberdade.

A República da Guiné Equatorial, um dos menores paises do continente africano, situa-se na Africa Central constituído por uma parte continental e uma insular, tendo fronteiras com os Camarões a norte e nordeste, a Nigéria a noroeste, São Tomé e Principe a sudoeste, o Gabão a leste e sul e o Golfo da Guiné a oeste.

A presença europeia na região se iniciou em 1472, quando, na tentativa de encontrar uma nova rota para a Índia, o navegador português Fernado do Pó chega à Ilha de Bioko, que acaba por longos anos levando o nome deste. Em 1507, outro português chamado Ramos Esquiviel tenta colonizar a ilha, estabelecendo feitoria e desenvolvendo as primeiras plantações de cana-de-açucar, mas o povo local não se submete, lutando contra a iniciativa. Nos anos de 1777 e 1778, Portugal e Espanha firmam respectivamente os tratados de Santo Ildefonso e de El Pardo, quando os portugueses cedem aos espanhois a região de sua influência nesta parte da África, cerca de 800 mil quilômetros quadrados em troca da Colônia de Sacramento, no Rio da Prata, e a Ilha de Santa Catarina, ocupados pelos espanhóis no Brasil.

Mais uma vez, a resistência das populações locais à colonização deflagara consecutivas e pesadas derrotas aos colinizadores espanhóis; isso fez com que os colonizadores abondonassem a ideia e o local. A Inglaterra, em 1821, através do capitão Nelly, chega na região e na ilha de Fernando do Pó, tendo até fundado assentamentos e, junto com outro capitão também britânico, Fitz William, decidem colonizar o local, estabelecendo uma base para barcos de seu país e denominam o local da edificção de Port Clarence. Mais tarde realizam-se negociações entre Espanha e Inglaterra com relação à situação da colonização do local, o que resulta na volta do predomínio espanhol que, sob muita resstência e também muita negociação com os poderes locais, acaba por se afirmar como potência colonizadora.

A resistência à colonização e à luta pelo direito à autodeterminação continuou ao longo dos tempos, sendo finalmente coroada com a reconquista da população local do direito de construir o seu destino como nação, proclamando-se em 12 de outubro de 1968 a independência do país, reconhecida pela Espanha e pelos demais países africanos independentes e demais países membros das Nações Unidas. Hoje a República da Guiné Equatorial é membro da União Africana, da Organização das Nações Unidas e de muitas organizações regionais e internacionais de desenvolvimento, entre elas a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, como forma de resgatar a sua relação histórica e cultural com esta comunidade e com os seus povos irmãos.

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