28 de novembro: Dia da Independência da República Islâmica da Mauritânia
Sexta, 27 de Novembro de 2015

Prezados leitores, no dia 28 de novembro de 1960, o povo africano da República Islâmica da Mauritânia reconquistou o direito à autodeterminação e à independência. Dada a importância da data para todos os povos amantes da paz e da emancipação dos povos, como é notadamente o povo brasileiro, achamos por bem trazer essa informação nesta coluna.

A Mauritânia é uma nação africana situada numa área de transição entre a África Mediterrânea e a África Subsaariana. O país faz fronteiras com o Saara Ocidental a noroeste, Argélia ao norte, Mali ao sul e a leste, Senegal a sudoeste, além de ser banhado pelo oceano Atlântico a oeste. Os principais grupos étnicos são os mouros (70%) e os negros (30%). Do total da população, 1/4 são nômades. A religião islâmica sunita é seguida pela quase totalidade da população e a língua oficial é o árabe.

É de salientar que o deserto do Saara cobre mais de 65% do território, prejudicando o desenvolvimento da agricultura, que é realizada somente em uma estreita faixa de terra no Sul, onde se cultivam tâmaras e cereais, tendo-se por isso como principais atividades econômicas do país a extração do minério de ferro e a pesca.

Para um resgate histórico, vale ressaltar que o território que hoje compõe esse país foi lugar de habitat de variadas tribos e grupos étnicos africanos e árabes, nomeadamente, bafours, berberes, almorávidas, Beni Hassans, entre outros. Os portugueses foram os primeiros europeus a chegarem à costa mauritaniana no século XV, onde edificaram o forte de Arguim em 1448. Mas a França acabaria por ocupar tanto o Senegal como a Mauritânia de forma gradual, a partir do seculo XIX.

Para o efeito, em 1901 Xavier Coppolani, enquanto responsável pela missão colonial francesa na região, estabelece inúmeras alianças com as tribos locais contra os guerreiros hassane que dominavam o local e que não se submetiam ao domínio colonial. Consegue vencê-los, levando-os a aceitar um tratado com os poderes coloniais em 1904 e assim ter o domínio total do território. Entretanto, a resistência continou até 1912, com a derrota militar do emirado de Adrar, que em conjunto com outros movimentos anticoloniais resistiram heroicamente contra a dominação. A Mauritânia passaria assim a fazer parte da África Ocidental Francesa a partir de 1920.

A França consegue pôr fim também às guerras entre os diferentes clãs e proíbe a escravidão, muito comum entre os árabes. Com a independência, aos poucos os antigos nativos da Mauritânia, que haviam migrado para regiões mais ao sul, retornaram e se sedentarizaram.

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