2 DE FEVEREIRO, DIA DE IEMANJÁ
Sexta, 05 de Fevereiro de 2016

Amigos leitores, nesta semana vamos destacar na coluna o dia 2 de fevereiro, dia de Iemanjá, dada a importância da data para as religiões afro-brasileiras.

Conhecida também no Brasil pelos nomes de: Dandalunda, Inaé, Ísis, Janaína, Marabò, Maria, Mucunã, Princesa de Aiocá, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Sereia do Mar, entre outros; Iemanjá faz parte das divindades constituintes do panteão das religiões de matriz afro cultuadas neste país. Em África, ela é atrelada ao rio Yemoja, que corre em direção ao mar. Os Egbá da região de Ifé e Ibadan, um dos grupos constituintes do povo Iorubá, é quem iniciou com o seu culto. Alguns historiadores indicam que o nome provém de uma corruptela da expressão ioruba YèYé omo ejá, que significa “mãe cujos filhos são peixes”.
Enfim, a religiosidade vinda de África aportou aqui junto com os escravos, durante o período colonial e imperial, recebendo aqui novos contornos e significados, nomeadamente, filha de Olokun, divindade que representa os segredos e as riquezas do mar e, junto com Oxalá, compôs o par da criação, sendo considerada a mãe de todos os orixás.

Considerada a Grande-Mãe, Iemanjá torna-se uma divindade marcadamente sincrética, o que também justifica a sua expressividade e prestígio no Brasil. Por exemplo, enquanto no catolicismo baiano ela corresponde à Nossa Senhora da Conceição, entre os católicos gaúchos a associação se dá com Nossa Senhora dos Navegantes. Em outras regiões do país, ela é simplesmente aproximada à figura da Virgem Maria. Há, ainda, os processos de sincretismos com a cultura indígena, de onde partiram os sincretismos com a Mãe-D’água, também chamada de Iara ou Janaína, o que justifica sua representação como sereia.

Iemanjá é considera a padroeira dos pescadores. Sendo, portanto, ela quem decide o destino de todos aqueles que entram no mar. Ela é igualmente considerada como a “Afrodite brasileira”, a deusa do amor a quem recorrem os apaixonados em casos de desafetos amorosos.

O dia 2 de fevereiro foi assim estabelecido para se comemorar o dia de Iemanjá, uma das divindades afro-brasileiras mais populares do país. Nas celebrações que ocorrem em diversas cidades, seus devotos e admiradores, os quais pertencem muitas vezes a outras religiões, trazem oferendas para agradecer, pedir e fazer promessas, deixando os presentes que vão encher os barcos que os levam ao mar.

Dentre as diversas oferendas para a bela e vaidosa deusa, encontram-se flores, bijuterias, vidros de perfumes, sabonetes, espelhos e comidas. Vale ressaltar que as celebrações em homenagem a Iemanjá também acontecem em 15 de agosto, 8 de dezembro e 31 de dezembro.

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