ANTÔNIO FRANCISCO BRAGA – PERSONALIDADE AFRO-BRASILEIRA
Sexta, 15 de Abril de 2016

Prezados leitores, nesta semana estamos a trazer um pouco do histórico de Antônio Francisco Braga, uma das grandes personalidades afro-brasileiras que deu uma grande contribuição para a música brasileira.

Músico e compositor, nasceu no dia 15 de abril de 1868 na cidade do Rio de Janeiro, iniciando os seus estudos musicais no Asilo dos Meninos Desvalidos, em 1876. No ano de 1886, concluiu o curso de clarineta com Antonio Luis de Moura, e no ano seguinte estreia Fantasia, no primeiro dos concertos da Sociedade de Concertos Populares. Foi, em 1988, nomeado professor de música do asilo e, como primeiro colocado no concurso para escolha do novo hino nacional, recebeu do governo uma bolsa para estudar na Europa.

Em Paris, Braga concorre e classifica-se em primeiro lugar para admissão no Conservatório de Música, onde estuda composição com Jules Massenet. Apresenta em 1895, na Sala d’Harcourt, um concerto com obras suas e de outros compositores brasileiros. Em 1896, muda-se para a cidade alemã de Dresden, onde visita Bayreuth, atraído pela arte de Wagner. Lá ele compõe, entre outros, o poema sinfônico “Marabá”, dirigido mais tarde por Richard Strauss num concerto realizado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e o “Episódio Sinfônico”, inspirado em poesia de Gonçalves Dias. No ano de 1900, retorna ao Brasil para dirigir a primeira representação de sua ópera, “Jupira”.

Em 1902 foi nomeado professor de contraponto, fuga e composição do Instituto Nacional de Música e, em 1908, professor de música do Instituto Profissional Masculino e professor e instrutor das bandas de música do Corpo de Marinheiros e Regimento Naval. Durante cerca de 20 anos foi diretor e regente da Sociedade de Concertos Sinfônicos e professor do Instituto Nacional de Música. Na inauguração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1909, apresenta em primeira audição, seu poema “Insônia”.

Ganhou do governo francês, em 25 de julho de 1931, a comenda da Legião de Honra, no grau de cavaleiro, ano em que várias organizações e sociedades musicais do Rio de Janeiro organizaram um grande festival em sua homenagem. Em 1933, dirigindo o Festival Wagner, Francisco Braga sofreu um ataque cardíaco que o obrigou a abandonar o palco em meio à execução de Encantamento da Sexta-feira Santa, da obra Parsifal. O compositor não mais retornou às atividades de regente.

Em 1937 foi criada a Sociedade Propagadora da Música Sinfônica, da qual foi presidente perpétuo. Foi fundador e primeiro presidente do Sindicato dos Músicos. Foi também autor de 23 hinos, a maioria escolares, e do "Hino à Bandeira", composto em 1905. Foi escolhido como Patrono da Cadeira n. 32 da Academia Brasileira de Música. Em 1944, doou sua produção artística à Sociedade de Concertos Sinfônicos, sendo o acervo, mais tarde, transferido para a biblioteca da Escola Nacional de Música.

Comentários