As tradições da comemoração do ano novo em diferentes culturas e povos
Sexta, 10 de Janeiro de 2014

Estimados leitores. As festas de Ano Novo, também conhecidas como Réveillon, celebram o fim de um ciclo e início de outro e não pertencem a cultos específicos ou a determinado povo. São festas repletas de rituais, promessas, fogos de artifícios e gritos de alegria em quase todo o mundo.

No ocidente, a comemoração da data associa-se diretamente ao calendário romano, quando Júlio César decretou o 1º de janeiro como o Dia do Ano Novo em 46 a.C. O nome do mês derivado do deus Jano, dando maior significado à data. Embora as comemorações de hoje variem de uma cultura para outra, podendo ser festejadas em diferentes datas, é com base na civilização romana que contamos os dias, meses e anos.

Assim, define-se o conceito de mês a partir da Lua, cujos ciclos somam 29,5 dias e permitem dividir o ano em partes. Desta feita, em 738 a.C, os romanos criam um calendário de dez meses (Martius, Aprilis, Maius, Junius, Quintilis, Sextilis, September, October, November e December; sendo que os nomes Quintilis até December vêm de cinco, seis, sete, oito, nove e dez). Januarius e Februarius foram mais tarde acrescentados para os 60 dias que restavam sem explicação. E somente em 46 a.C, Julio César decreta de fato o ano de 12 meses, com 30 ou 31 dias, exceto Februarius com 29. O mês Quintilis vira Julios, em honra ao imperador, e Sextilis é renomeado para homenagear Augustus.

Portanto, a criação do conceito de ano remonta há muito mais tempo e resulta da habilidade do homem em prever as estações, sendo na verdade, o período em que elas se repetem. Na astronomia, esse período é definido como a quantidade de tempo que a Terra leva para dar um giro ao redor do sol, ou aproximadamente 365 dias.

Diferentes datas marcam as comemorações do ano novo no mundo oriental e árabe. O Novo Ano Chinês é comemorado entre 15 de janeiro e fevereiro de acordo com a primeira lua nova depois do início do inverno. Já os islâmicos celebram o ano novo no aniversário da Hégira (em árabe, “emigração”), quando o profeta Maomé deixa a cidade de Meca e se estabelece em Medina. O Ano Zero muçulmano segue o calendário lunar correspondendo ao ano 622 d.C.

O ano novo judaico, chamado “Rosh Hashanah”, segue também o calendário lunar e festeja o novo ano, durante dois dias do mês Tishrê, em que se comemora o aniversário de criação do homem e da mulher, sendo uma festa regada a receitas tradicionais como o “Chalah”, uma espécie de pão, e muito peixe, porque este nada sempre para frente. Durante esses dois dias, as famílias se reúnem nas sinagogas para rezar e, em seguida, para casa jantar. O momento mais importante durante as orações acontece quando o Shofar (chifre de carneiro) é tocado.

Comentários