21 de setembro: Dia Internacional da Paz
Sexta, 23 de Setembro de 2016

Amigos leitores, como é do conhecimento geral, nesta semana, mais concretamente no dia 21 de setembro, foi celebrado o Dia Internacional da Paz. Por esta razão, e, enquanto amantes da paz, achamos por bem tratar do assunto nesta coluna.

Em termos conceituais, a paz é definida como sendo um estado de calma ou tranquilidade, uma ausência de perturbações. A palavra tem origem no latim Pax = Absentia Belli, referindo-se à ausência de violência ou guerra. Albert Einstein dizia que “a paz não se consegue com força, somente através da compreensão”. Mahatma Gandhi indicava que “não existe um caminho para a paz. A paz é o caminho”. Madre Teresa de Calcutá, como forma de destacar a importância da paz, afirmava: “quer fazer algo para promover a paz mundial? Vá para casa e ame a sua família”.

Como forma de chamar os povos e nações ao cessar-fogo, ao fim das hostilidades, ao estabelecimento do diálogo construtivo, à abertura de caminhos diplomáticos, políticos, pacíficos, para criar um ambiente de convivência harmônica pelo bem de toda humanidade, a ONU, no 20º aniversário da Assembleia Geral das Nações Unidas, proclamou, em 1981, o dia 21 de setembro como o Dia Internacional da Paz, servindo este como um lembrete a todos os povos que “a nossa Organização, com todas as suas limitações, é um instrumento vivo no serviço da paz e deve servir a todos nós como um constante sino que relembra que estamos permanentemente comprometidos com a paz mundial, sobrepujando qualquer interesse ou diferença”.

As Nações Unidas consideraram importante a coexistência pacífica entre nações soberanas, num mundo de equilíbrio e respeito mútuo entre os Estados nacionais, independentemente das dimensões territoriais, da pujança econômica e do poderio de cada país. Conforme dados da ONU, cerca de 1,5 bilhão de pessoas vivem em situações de conflito ou com altos índices de violência e criminalidade, significando, portanto, que cerca de 20% da população mundial vive sem garantia de paz, fazendo com que a luta pela diminuição de conflitos tanto internos como externos se tornasse essencial para se evitar o agravamento da situação e garantir às pessoas, sobretudo, crianças, mulheres e idosos, que possam viver de forma mais segura e, à sociedade, maior harmonia.

Vale neste sentido salientar que a verdadeira paz só poderá ser alcançada quando cada um de nós conseguir gerar paz dentro de si e para todas as suas relações. Portanto, a nossa atitude é fundamental. Pode ser pouco, mas o pouco de cada um tonar-se-á muito para a humanidade. Por essa razão, os povos de todo o mundo são chamados para uma reflexão nesse dia, neste nosso mundo cada vez mais caótico e instável, dominado por profundas injustiças sociais e sob o signo da guerra. Assim, povos e nações de diferentes origens culturais, filosóficas e religiosas, devem se unir nessa construção pelo bem da humanidade.

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