Eusébio – o rei do futebol português – o começo
Sexta, 24 de Janeiro de 2014

Estimados leitores, em virtude do falecimento no dia 5 de janeiro de 2014 de Eusébio da Silva Ferreira, um dos maiores e melhores futebolistas de todos os tempos, da Seleção de Portugal e do Sport Lisboa e Benfica, estamos trazendo aqui e nas próximas edições, um pouco do que foi a contribuição deste grande atleta para engrandecimento deste esporte popular praticado por todos os povos do mundo.

Eusébio nasceu no bairro de Mafalala, em Lourenço Marques, atual Maputo, capital de Moçambique a 25 de janeiro de 1942, filho de Laurindo António da Silva Ferreira, ferroviário, e de Anissabeni Elisa. Foi o quarto filho do casal. Criado numa sociedade extremamente pobre costumava faltar às aulas para jogar descalço futebol com os seus amigos em campos improvisados e utilizando bolas de futebol improvisadas e, perdeu o pai muito cedo, aos 8 anos, tendo sido educado exclusivamente pela mãe.

Aos 15 anos ingressa no time Os Brasileiros Futebol Clube de Moçambique e, posteriormente, sendo desde criança torcedor do Benfica procura filiação ao Clube Desportivo, filial moçambicana, sem sucesso por problemas de lesão no joelho. Entretanto, a vontade de jogar futebol falou mais alto do que o clubismo, por isso, dirige-se ao Sporting Lourenço Marques, filial moçambicana do clube leonino de Lisboa, onde é aceito e em que jogou de leão ao peito até a sua ida para Portugal. 

Antes disso, chegou a ser indicado à equipe brasileira do São Paulo, após o ex-jogador do clube José Carlos Bauer, que havia participado nos Campeonatos Mundiais de 1950 e de 1954, observá-lo em Lourenço Marques, em 1960. O Tricolor Paulista, entretanto, desdenhou do investimento. Bauer então conversou com Bela Gutmann então treinador do Benfica, que fora seu treinador no São Paulo, sobre o jovem.

Assim, Eusébio estreia no Estádio da Luz em 23 de maio de 1961, numa partida amigável contra o Atlético em que marcou três dos quatro gols do Benfica. As peripécias que se sucederam desde a sua chegada atrasaram a assinatura do contrato, o que iria impedir de estar presente em Berna, na noite do primeiro triunfo europeu do clube. A sua fama internacional vem do jogo da segunda final europeia do Benfica em 1962, contra o Real Madri. Não só marcou dois gols como fez uma exibição de luxo com as características que o iriam tornar famoso: a velocidade estonteante e o remate fortíssimo.

A France Football considera-o o segundo melhor jogador do mundo, em 1962. Os convites para jogar no estrangeiro obviamente surgiram. A Juventus oferece-lhe 16 mil contos, em 1964, numa altura em que ganhava 300 contos no Benfica. A tentação era tão grande que o governo português de então o envia para a tropa, não permitindo que se venda um tesouro nacional deste tamanho. O Benfica acabaria por lhe aumentar o salário para quatro mil contos. 

Comentários