Eusébio – o Rei do Futebol português: O Auge
Sexta, 31 de Janeiro de 2014

Prosseguindo com os relatos da contribuição de Eusébio para o engrandecimento do futebol português e mundial, iremos tratar agora da sua contribuição para reconhecimento internacional do futebol português e do Sport Lisboa e Benfica, seu clube.

Eusébio estreia na seleção nacional portuguesa em 8 de outubro de 1961. Vestindo a camisa das quinas, em 1966, foi um dos protagonistas da Copa do Mundo jogado na Inglaterra. Com uma prestação fenomenal, Eusébio foi uma das principais armas portuguesas para uma das melhores campanhas internacionais de sempre. Logo na sua primeira Copa do Mundo, Portugal chegou às quartas de final, deixando pelo caminho equipes como a da Coreia do Norte, a grande surpresa do torneio, logo depois de Portugal, Hungria e Brasil, um dos principais favoritos, sendo que de entre uma equipe genial se destacava o número 10, Pelé. 

Portugal acabou por sair derrotado contra a equipe da casa, numa partida que ficou conhecida como "Jogo das Lágrimas", e que ficou marcada por contestações à organização do torneio. Contudo, dado ao seu talento nato, torna-se definitivamente uma estrela mundial, um digno rival de Pelé e, o epíteto de "Pantera Negra" vai correr o mundo. A facilidade em marcar gols torna-o no melhor marcador do mundial com nove gols.

Em tempos em que disputar constantemente a Taça dos Campões, (atual Liga dos Campeões) não era mesmo aos clubes mais fortes algo comum, uma vez que somente campeões nacionais e o campeão europeu vigente participavam da competição, Eusébio conseguiu, com ele em campo, levar o Benfica a conquistar 13 dos 17 campeonatos portugueses que disputou e estando o clube nove vezes na década de 1960 na principal competição clubística do continente.

Foram dois títulos, dois vice-campeonatos, duas eliminações nas quartas de final e duas na segunda fase. Entre 1961 e 1965, estiveram em quatro de cinco finais. Nenhum outro clube europeu teve retrospecto desse nível no dito período. Em tempos em que a competição se consolidava, a seguida presença de Eusébio despertava respeito que poderia alçá-lo a maior jogador africano e europeu da década.

Entretanto, a carreira de Eusébio foi recheada de lesões, tendo sido operado seis vezes ao joelho esquerdo e uma vez ao direito. Nunca deixou de jogar, mesmo em condições dolorosas, até porque sabia que o Benfica dependia muito dele e que os espectadores não aceitariam bem a sua ausência. Realizaram-lhe uma festa de despedida, em setembro de 1973, mas continuou ainda a jogar até 1979.

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