25 de abril - dia da Revolução dos Cravos
Sexta, 25 de Abril de 2014

Estimados leitores, em virtude da comemoração nesta sexta-feira, dia 25 de abril, dia da liberdade em Portugal, trouxemos aqui um marco do significado desta data para o povo português e para as ex-colônias portuguesas de África.

Conhecida como Revolução dos Cravos, refere-se a um período da história de Portugal que resultou num movimento social, ocorrido a 25 de abril de 1974, que pôs fim ao regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933, e iniciou um processo que viria a terminar com a implantação de um regime democrático, a instituição de uma nova Constituição, implantada em 25 de abril de 1976. 

Esta ação foi liderada por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas, composto na sua maior parte por capitães que tinham participado na Guerra Colonial e que tiveram o apoio de oficiais milicianos. O movimento surgiu em 1973, baseando-se inicialmente em reivindicações corporativistas como a luta pelo prestígio das forças armadas, acabando por se estender ao regime político em vigor.

A primeira reunião clandestina dos capitães foi realizada em Bissau, em 21 de agosto de 1973. Uma nova reunião acontece em 9 de setembro do mesmo ano no Monte Sobral, dando origem ao movimento. No dia 5 de março de 1974 é aprovado o primeiro documento do movimento: Os Militares, as Forças Armadas e a Nação. Este documento é posto a circular clandestinamente. No dia 14 do mesmo mês o governo demite os generais Spinola e Costa Gomes dos cargos de Vice-Chefe e Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, acusados de ausência numa cerimônia de apoio ao regime. No entanto, a verdadeira causa da expulsão dos dois Generais foi o fato do primeiro ter escrito, com a cobertura do segundo, um livro, Portugal e o Futuro, em que, pela primeira vez, uma alta patente advogava a necessidade de uma solução política para as revoltas separatistas nas Colônias e não uma solução militar. 

No dia 24 de abril, a última reunião clandestina dos capitães revoltosos decide o derrube do regime pela força. Prossegue a movimentação secreta dos capitães até ao dia 25 de abril. A mudança de regime acaba por ser feita por ação armada. No dia 26 do mesmo mês, forma-se a Junta de Salvação Nacional, constituída por militares, que dará início a um governo de transição. O essencial do programa do MFA é, em síntese, resumido no programa dos três D: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver.

O cravo vermelho tornou-se o símbolo da Revolução, pois, segundo se conta, foi uma florista de Lisboa que iniciou a distribuição dos cravos vermelhos pelos populares que os ofereceram aos soldados. Estes os colocaram nos canos das espingardas. Por isso se chama esse acontecimento de "Revolução dos Cravos.

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