Algumas considerações sobre conflitos
Sexta, 01 de Agosto de 2014

Estimados leitores, ao longo da nossa era, estivemos, estamos e estaremos convivendo com situações de conflitos tanto pessoais, como familiares, sociais, socioculturais, locais, regionais nacionais ou internacionais. Dada a importância do entendimento das razões dos conflitos, estaremos trazendo nesta coluna e nas próximas, algumas considerações sobre este tema tão presente em nossas vidas.

Por conseguinte, sempre que estivermos em situação de escolher entre duas ou mais realidades incompatíveis entre si estaremos numa situação de conflito. Ou seja, quando nos confrontarmos com situações antagônicas que acabam por perturbar a nossa tomada de decisão, a nossa escolha, estaremos nos defrontando com uma situação de conflito. 

Para Kurt Lewin o conflito no indivíduo acontece quando existe uma “convergência de forças de sentidos opostos de igual intensidade, que surge quando existe atração por duas vidências positivas, mas opostas (desejo de assistir a uma peça de teatro e a um filme exibidos no mesmo horário e em locais diferentes); ou duas valências negativas (enfrentar uma operação ou ter o estado de saúde agravado); ou uma positiva e outra negativa ambas na mesma direção (desejo de pedir aumento salarial e medo de ser demitido por isso)”.

Para Dahrendorf, o conflito é um fato social universal e necessário, que se resolve com a mudança social. Marx é da opinião de que o conflito tem a sua origem na dialética do materialismo e na luta de classes.

Nas relações internacionais o conflito é analisado com base em diversas posturas. Uma delas é a teoria do choque de civilizações, que explica os grandes movimentos políticos e culturais da história através das influências recíprocas que as várias civilizações exercem entre si. Neste contexto, uma civilização é uma cultura fechada com uma tradição hermética e impermeável, que entra em conflito na hora de se relacionar com as outras civilizações diferentes. 

As teorias que existem sobre o conflito social permitem explicar a necessidade social de ordem e integração, que se traduz no desenvolvimento de políticas de consenso ou de coação. Em ambos os casos, o conflito constitui-se como o fator da mudança social e como parte da dinâmica social perante o consenso.

Em algumas escolas da sociologia o conflito é enxergado como o desequilíbrio de forças do sistema social que deveria estar em repouso, isto é, equilibrado, quanto a forças que o compõe. Nesta teoria, não se enxerga mais o grupo como uma relação harmônica entre órgãos, não suscetível de interferência externa.

Para se ter uma solução pacífica dos conflitos, deve-se ter todos os meios possíveis de negociação de controvérsias, e estas, precisam ser executadas com diplomacia, bons ofícios, arbitragem e conciliação.

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