Terça, 02 de Janeiro de 2018 às 11:50
Porque criança tem que ser criança!
Conversamos com a Relações Públicas e feminista, Cila Santos sobre o que dizer aos nossos pequenos sobre igualdade de direitos
Por: Isadora Sant Anna - bella@folhadonoroeste.com.br
Foto- Pinterest.

Indiscutivelmente, a solução para todos os problemas mundiais é a educação. Sem ela não é possível viver em uma sociedade onde haja respeito e igualdade de direitos. Se as nossas crianças são o futuro, o que estaremos nós interferindo para acabar com as mazelas dos pré-conceitos que trazemos conosco?

Não é uma utopia pensarmos que homens e mulheres devem conquistar os mesmo salários, andar na rua com a mesma tranquilidade e conseguir credibilidade quando o assunto é profissionalismo no trabalho!

Diferentemente dos adultos que tem maturidade suficiente para lidar com situações difíceis, nossas crianças também sofrem com a misoginia e machismo em seus cotidianos. Mas o que nós, mães, tias, irmãs e cunhadas podemos fazer para empoderarmos nossos pequenos?

Conversamos com a Cila Santos, Relações Públicas e feminista, do Rio de Janeiro sobre o assunto. Ela é mãe do pequeno Davi, de 2 anos e criou o blog Militância Materna Ativa, junto de outras amigas que também são mães. O objetivo? pautar uma visão mais crítica sobre as opressões da maternidade e a criação de filhos sem machismo.

Lá vai uma lista de coisas que a Cila fala e falaria para os adultos do futuro:

1- Não existe brinquedos, brincadeiras, cores que são de meninos ou de meninas. Existem brincadeiras e brinquedos de crianças, que são feitos para que crianças aprendam, usem a criatividade, se divirtam juntos. Implementar esse tipo de restrição só limita o universo de desenvolvimento do próprio filho. Além de desrespeitar a personalidade dele que pode ser de uma menina que adora futebol ou de um menino que se diverte com panelinhas.

2- É muito importante ensinar a noção de consentimento tanto para meninos quanto para meninas. Meninos precisam entender que não é não. Meninas precisam entender que podem e devem dizer não. E que o corpo deles nunca deve ser tocado sem permissão.

3- Crianças devem ser ensinadas a cuidar de si e do seu espaço pessoal. Ter a noção de que é preciso saber tratar do próprio asseio, da limpeza do lugar onde vive. Que ao compartilhar o espaço com alguém as tarefas devem ser divididas, sem privilégios.

4- Violência é um recurso injustificável. Inaceitável. O diálogo é sempre o primeiro é último recurso de negociação para se obter o que deseja. E é preciso aceitar quando não conseguimos o que desejamos assim como não admitir que sejam violentos conosco é nós defender.

5- É fundamental que os pais acreditem nessas diretrizes e sejam um modelo concreto para a criança. Porque acima de tudo nossos filhos reproduzem os comportamentos dos pais. Não adianta falar de não-violencia com o filho para, desde pequeno, conscientizar sobre a violência masculina se no ambiente doméstico o pai bate na mãe. Não adianta falar sobre meninos e meninas terem autocuidado e cuidado com a casa se o pai não lava uma louça...


 

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