Terça, 02 de Janeiro de 2018 às 17:42
IGP divulga afogamento como causa da morte de menino em Ipiranga do Sul
Bombeiros e Patram fazem buscas pela suposta cobra que teria puxado o menino para dentro das águas do rio Teixeira
Por: Cristiane Luza - cristiane.luza@folhadonoroeste.com.br
Patram atua nas buscas pela suposta serpente, apontada como uma sucuri. FOTOS - 3º BABM

Nota divulgada pelo Instituto-Geral de Perícias nesta terça-feira, 2 de janeiro, esclarece que o menino Guilherme da Silva Andrade, 12 anos, morreu em consequência de asfixia mecânica por afogamento em Ipiranga do Sul e que o corpo não apresentava fraturas. "Foi coletado um fragmento de pulmão para pesquisa de plâncton, exame confirmatório de afogamento", informa o órgão.

Leia a nota na íntegra

Sobre o falecimento de GUILHERME DA SILVA ANDRADE: o Instituto-Geral de Perícias esclarece que, no dia 1º de janeiro de 2018, o Posto Médico Legal de Passo Fundo recebeu o corpo de Guilherme da Silva Andrade para exames. De acordo com o Laudo de Necropsia, foram encontrados sinais internos de asfixia, além de sinais específicos de afogamento, os quais dão elementos para afirmar que a morte foi devido à ASFIXIA MECÂNICA POR AFOGAMENTO. Registra-se que os membros não apresentavam fraturas, bem como não há outras particularidades a serem mencionadas. Por fim, foi coletado um fragmento de pulmão para pesquisa de plâncton, exame confirmatório de afogamento.

Cobra teria puxado o menino para as águas

O garoto desapareceu nas águas do rio Teixeira, no interior do município de Ipiranga do Sul, na tarde de domingo, 31 de janeiro. Parentes relataram que ele teria sido puxado por uma grande cobra. O cadáver só foi encontrado por vizinhos e familiares na manhã dessa segunda-feira, 1º de janeiro.

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar do RS, existem informações de que um morador trouxe serpentes da Região Central do Brasil há aproximadamente 20 anos e que as criava em um açude que veio a se romper, levando os animais ao rio Teixeira. A orientação é para que as pessoas não transitem nas proximidades até que os fatos sejam esclarecidos pelo risco que oferece o suposto animal, o qual seria uma sucuri.

Impactos do tráfico de animais

Profissionais dos Bombeiros e da Patrulha Ambiental da Brigada Militar - entre eles um soldado de Frederico Westphalen - fazem buscas pela cobra.

Na tarde desta terça-feira, a Patram de Frederico Westphalen divulgou alerta sobre os impactos do tráfico de animais. "Em razão da imensa biodiversidade brasileira, o país é um dos principais alvos do tráfico de animais, contribui com 10% dos bilhões de dólares arrecadados com a atividade. O tráfico de animais contribui bastante para o desequilíbrio ecológico, havendo uma mudança drástica na cadeia alimentar, além de reduzir de forma considerável a biodiversidade de um determinado ambiente", explica o texto.

Também existe o comércio interno no país. Quando uma espécie exótica é introduzida em um local estranho podem acontecer duas coisas: ou elas não resistem à competição com as espécies nativas e logo desaparecem, ou encontram um ambiente propício, sem predadores, e multiplicam-se, saindo do controle e causando sérios danos ambientais, adverte a Patram. "Leve-o a um Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), onde ele receberá cuidados médicos e poderá ser reabilitado para a vida na natureza. No nosso caso, não tendo na região, entre em contato com a Patram Frederico. Isso demanda conhecimento profissional e muito tempo, por isso, não tente fazer por conta própria. Jamais solte-o na natureza, pois este animal já é dependente dos seus cuidados, mas se sobreviver na vida selvagem, pode causar um desequilíbrio na fauna, pois terá que competir por comida e território, muitas vezes fora de seu habitat natural".

Além disso, atualmente, não existe possibilidade de legalizar nenhum animal oriundo de tráfico.

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