Sexta, 26 de Fevereiro de 2016 às 11:31
Não dê dengo pra dengue
Por: Editora-chefe: Heloise Santi - jornalismo@folhadonoroeste.com.br

A campanha é antiga, mas independente do ano, o tema infelizmente é sempre atual. Desde que o famoso Aedes aegypti adentrou as terras tupiniquins nós, brasileiros, não temos maestria para lidar com ele. 

No ano passado foram Erval Seco, Novo Tiradentes, Planalto e Seberi que registraram casos da doença. Neste ano, começou por Frederico Westphalen. Há dois casos importados, o que pode levar muitos a pensarem que aqui não temos a doença e não é preciso se preocupar. O problema é que temos mosquito, milhares deles, e não se sabe ao certo para quantas pessoas um mosquito infectado pode transmitir a doença. Em contrapartida, sabe-se que uma fêmea pode originar até 1,5 mil mosquitos durante sua vida e há relatos de que um só Aedes aegypti infectado transmitiu dengue para cinco pessoas de uma mesma família, no mesmo dia.

Os ovos são distribuídos por diversos criadouros, estratégia que garante a dispersão e a preservação da espécie. Se a fêmea estiver infectada pelo vírus da dengue, quando fizer a colocação de ovos, há a possibilidade de as larvas-filhas já nascerem com o vírus, no processo chamado de transmissão vertical.

Sim, não é mito que somente a fêmea pica e, portanto, transmite a doença. É ela que precisa de sangue para a produção de ovos. Tanto o macho quanto a fêmea se alimentam de substâncias que contêm açúcar (néctar, seiva, entre outros), mas como o macho não produz ovos, não necessita de sangue. 

Nós só temos uma coisa a fazer: nos proteger usando repelente e eliminar todos os possíveis focos. Tampe caixas, toneis e barris de água, mantenha desentupidos e limpos ralos, canos, calhas, toldos e marquises. Não deixe água se acumular na laje, troque a água dos vasos de plantas aquáticas, lave-os com escova, água e sabão uma vez por semana, jogue no lixo todo objeto que possa acumular água, guarde garrafas vazias viradas para baixo e pneus em abrigos cobertos, e evite viajar por áreas onde há circulação dos vírus.

A colaboração de todos é fundamental nesse momento!

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