Você já viu tudo nessa vida? Obviamente não, né! Na verdade muitas vezes achamos que já vimos tudo, ou que sabemos tudo, e que nada nos surpreende. Mas é claro que se pensarmos desta forma, estaremos sujeitos a muitos tropeços e decepções.

Nossa vida é um constante aprendizado. Em tudo. Hoje estamos bem, amanhã precisamos de uma mão amiga. O problema é que nos esquecemos da dor. Lembre-se do provérbio:  “Dor de barriga não dá uma vez”.

Talvez admitir e ser humilde em reconhecer que erramos, que tropeçamos, que somos sujeitos a falhas seja difícil, pois expor nossas fraquezas para muitos significa ser fraco e humilhante.

Às vezes o desconhecimento traz situações divertidas, que inacreditavelmente provamos que a vida é uma sala de aula.

Devo confessar que nunca fui um “expert” em agricultura e o pouco que sei aprendi com a família de minha esposa. Várias são as passagens que até hoje são motivos de risadas ao serem lembradas.  Mas me perdoem, vim de “Porto Alegre” aos 20 anos, então não sabia de muitas coisas (kkkk).

Pensar que erva-mate dava em árvore, que o pé de milho após a colheita não deveria ser arrancado... Verdade. Era uma negação. Claro que esses 20 anos me deixaram um pouco mais esperto. Mesmo assim, ainda bem que não trabalho na área da agricultura, e sim na segurança.

Nesse período exercendo minhas funções na Defesa Civil tive a chance de entender o tipo de cultivo predominante, principalmente na região Norte do RS, bem como os cultivos de inverno e verão. Mas mesmo assim levei anos para distinguir uma plantação de soja e de feijão.

Nesta semana, num final de tarde no interior, estava tomando um chimarrão quando uma vaca, que acredito ter uns 200 quilos, escapou do peão que a cuidava e simplesmente começou a correr.

Mas não uma corridinha básica, parecia 100 metros rasos na olimpíada. Acho que ela fez uns 300 metros em dez segundos. Fiquei perplexo. Já tinha visto vaca fugir, vaca dar uma escapadinha, mas correr daquele jeito...

O menino descalço e franzino correu atrás dela na estrada e os perdemos de vista. Voltou mais tarde, com a língua de fora, trazendo a atleta.

Aquela cena, para todos que ali estavam, foi normal. Para mim foi a primeira vez que vi uma vaca “voar” daquele jeito. Senti-me um “analfabeto rural” de verdade, pois inacreditavelmente eu jamais vira tamanha proeza.

No fim ainda alguém disse: “ Isso que ela está prenha”. Fiquei quieto, pois o tamanho das “tetas” da vaca me parecia que era cheia de leite... Meu Deus!

Até semana que vem.