Olá, público que me acompanha por aqui! Fiquei com saudades da escrita semanal. A partir de agora será assim. Nosso encontro acontecerá a cada três semanas. No início, quando a Suzana comunicou o rodízio entre colunistas do Insight, respirei aliviada e pensei: que bom! Assim vou poder escrever com mais calma e cuidado para valorizar ainda mais quem lê estes meus escritos há mais de uma década por aqui. Depois, bateu aquela abstinência. Fiquei com a sensação que estava faltando algo nas semanas... Era a coluna do Folha que não será mais semanal...

E assim retomamos o ritmo. Eba! Isso é ótimo. Temos um encontro hoje e o próximo será no dia 19 de setembro. Já estamos com o texto no forno. Pois bem, vamos ao que mais interessa: na última edição deixei algumas reflexões fazendo uma analogia nas linhas finais que envolvem BOM SENSO e CONSENSO. Regiamente assim: A situação clama por uma economia regenerativa e circular, assim nos presenteará com um resultado positivo sobre as sociedades e o ambiente. Onde está o nosso bom senso? Será ele o melhor consenso? E é com estas linhas que vou dar cabo a esta tríade de textos.

Avante! Em 2003 a futurista Hazel Henderson propôs um conceito que passou a ser conhecido como economia do amor, que englobava uma visão sistêmica do mundo fazendo associação entre economia e ecologia. Hoje isso faz todo o sentido. Estamos vivendo no mundo da informação, do conhecimento e da ecologia. Se redefinirmos o progresso, numa direção sustentável, o que significa incluir no preço dos produtos, o custo social e ambiental. Podemos alterar a rota de uma dinâmica cruel que é regida pelo mercado financeiro. Permanecer fazendo o que sempre foi feito é decretar conscientemente a destruição mais acelerada dos recursos naturais. O modelo é velho, incongruente com o futuro que queremos se mantivermos os negócios hipnotizados pela ideia da lucratividade desmedida. Dinheiro não é riqueza. Não há como separar economia de ecologia.

O mundo novo nos dá boas vindas à força! Tudo mudou. É inadmissível permanecer com velhas proposições e amarrados a cálculos sem sentido. É instante de mover o nosso sistema para medir a produção econômica para atender o bem-estar das pessoas. Já passou do ponto de focar na qualidade de vida e na questão ambiental e social. É inadiável contabilizar os impactos ambientais. Se a pandemia acelerou a mudança inevitável do mundo, a economia tradicional também precisa mudar. Só assim entraremos na economia do bom senso. Afinal de contas, quem já ousa dizer que crescimento não é sinônimo de progresso? A economia que vai salvar o nossos dias deve estar focada na prosperidade, não no crescimento. Na natureza, nada cresce para sempre! Então, que tal medir isso de outra forma e abandonar esta história de PIB? Isso vale para a nossa aldeia também. Faz sentido para você?