Ao escrever o título do texto, desejo fazer uma relação para a vida profissional e também para a vida pessoal, pois elas não podem ser colocadas em caixas separadas. Não consigo conceber como uma única pessoa pode gestar avatares diferentes em casa e no trabalho. Imagino que isso seja imensamente desgastante, que resulte num consumo demasiado de energia e que drene a sua reserva de felicidade.

Sendo assim, trago para vocês um segredinho: toda a vez que preciso “dar uma volta por cima da montanha” e, que fique registrado, não importa se a montanha é grande ou pequena, algo que sempre me ajuda nestes instantes é a criatividade. Da qual eu procuro manter proximidade. A senhora Criatividade costuma dar as caras nos momentos mais cruciais e assim, ela faz um espetáculo à parte: silencioso e sutil, de início e depois, parece uma explosão de luzes de véspera de ano novo.

Seguindo com a história, quero detalhar os aspectos tangíveis e intangíveis que auxiliam na jornada para dar a voltinha por cima da montanha. E vocês devem estar se perguntando: Como assim? Os aspectos tangíveis abrangem as mudanças práticas que podemos implementar, que exigem muito esforço, como definir um hobbie ou desenvolver projetos paralelos. Eles costumam ser objetivos que não solicitam habilidades técnicas e planejamento mais complexo. Os aspectos intangíveis são alimentados por mudanças na seara interna e dependentes da nossa coragem e desejo de transformação pessoal, alicerçados pelo comprometimento que temos com o nosso autodesenvolvimento.

O ano que passou nos revelou que o medo traz consigo o poder de nos paralisar, o que impede uma visão ampla a respeito das infinitas possibilidades que o mundo dispõe diante dos nossos olhos. Eu costumo realizar um auto diálogo vez ou outra, mais ou menos assim: “Angela, você sente medo de quê? Do fracasso? De concluir que não possui talento algum? Do mercado não aceitar as suas ideias? De não ser levada a sério? De sentir vergonha?”

Todas as pessoas sentem medos similares e, algumas dedicam tamanha relevância para as suas limitações que as cristalizam. Não é sobre isso que estou falando. A proposição que venho a fazer é que vale a pena ter coragem e concretizar – apesar do medo. Ele é um ingrediente importante na fórmula da coragem. Vamos com medo mesmo. É assim que a gente faz! Só assim! Pois, se o medo paralisa, a coragem mobiliza e, para ser criativo você não precisa ter medo, não mesmo!

Até a próxima! Vou continuar com este assunto.