No fim dos anos 60 a Internet deu as caras e nos anos 90 obteve a expansão no cenário mundial. Através da sua presença conseguimos vivenciar a globalização que inundou as nossas vidas de forma a influenciar como consumimos informação e elaboramos nosso conhecimento.

Novos horizontes ficaram visíveis e infinitas possibilidades nos conectam de forma plena e rápida com todo o conhecimento construído pela humanidade até este instante. Tudo isso alterou a maneira como concebemos a nossa própria forma de aprender, como processamos a elaboração do nosso conhecimento e como realizamos as trocas das nossas construções com o mundo. Estes tempos são os tempos das mentes que estão libertas do dogma de depositar informações na mente. O fato nos leva para a troca e amplia a nossa construção de saberes na direção de exercitarmos a exteligência.

Atualmente toda produção de conhecimento humana está ao alcance de cada sujeito na internet. Não há necessidade de decorar informações, armazenar dados no cérebro. Tudo está disponível em um simples toque de dedo num teclado ou numa passada sobre uma tela de touchscreem. Sendo assim, passamos a depender e nos apropriar da exteligência, que de fato é uma das melhores benesses que a internet nos oferece. Com isso, deixamos de conceber a assimilação de informações dentro dos nossos hard drive. O lado que não soma nesta equação é que ao necessitarmos ativar a nossa ação criativa, nos deparamos com pouco material no armazém e nossas conexões correm o risco de ficarem inanimadas, o que é preocupante em um momento que exige altas doses desta habilidade fundamental para lidarmos com o mundo analógico e também com o mundo digital que vem na velocidade da luz, nos apresentando a Inteligência Artificial e as mil e uma possibilidades de soluções para os desafios do nosso cenário.

Se o que está diante de nós é um modelo de produção econômica centrado na inovação e na criatividade chamado Economia Criativa, o que está mais que certo é que neste modelo, o principal ativo não são as fábricas ou as máquinas, mas o capital intelectual: ideias, culturas, design. Os produtos da economia criativa são dotados de valor simbólico. Como vamos trabalhar nosso desenvolvimento pessoal para agir com (c)alma e coração agora? Pra já!

*A definição para exteligência é um conceito do matemático francês Ian Stewart e pelo biólogo inglês Jack Cohen e lançado no livro Figments of Reality: The Evolution of the Curious Mind (Invenção da realidade: a evolução da mente curiosa), em 1997.

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