O que o futuro, que já começou ontem, nos reserva em relação ao mundo do trabalho?

Já vivenciamos um cenário de trabalhadores muito mais independentes. E o que isso já confirma? Cada vez mais se exigirá proatividade, autogestão, foco em resultado, definição e redefinição dos seus produtos e serviços e gerenciamento da marca pessoal.

Uma certeza é que o que se pode prever para um futuro é que o trabalho continuará existindo, embora os robôs, a inteligência artificial e a tecnologia substituam as atividades mecânicas e rotineiras. Profissões como carteiro, motorista, recepcionista, empacotador, auxiliar financeiro, telemarketing, entre outras, serão extintas.

Ao orientarmos nossas crianças e jovens sobre o futuro do trabalho, uma das preocupações deve ser a reflexão sobre valores morais e éticos, preservação do meio ambiente e sustentabilidade.

O trabalho do futuro demandará profissionais com altíssima adaptabilidade, que combinem profundidade de especialistas e amplitude de generalistas, que não tenham medo de correr riscos calculados e que naveguem bem em um ambiente multicultural. No entanto, carisma, generosidade e capacidade de gerir pessoas são habilidades fundamentais em qualquer momento da história humana.

Aprendizagem e adaptabilidade em tempo real, constantemente e de forma acelerada. Flexibilidade e aprendizado rápido e continuo são ainda mais valorizados em tempos de mudanças exponenciais. O ímpeto de questionar se a rotina pode ser aprimorada e a habilidade para resolver problemas complexos são competências raras e cobiçadas pelo mercado.

Além disso, aprender heuristicamente, equilibrando amplitude e profundidade e conectando conhecimentos dispares será um diferencial. Sintetizar a complexidade em algo simples, chegando a propostas óbvias, mas nunca antes pensadas, é um exercício que exige preparação, estudo conhecimento e uma mente treinada. Além disso, serão valorizadas as competências de relacionamento interpessoal e de liderança. Neste novo cenário até mesmo a liderança será por projetos, com indivíduos participando de ações paralelas, podendo ser líderes e liderados simultaneamente.

Podemos chamar isso de intraempreendedorismo?