Ainda sobre o tema da coluna anterior, em que tratamos sobre mudanças tecnológicas, de processos e tecnologias disruptivas que afetarão nossas vidas no futuro (e na verdade atualmente já).

Uma das grandes perguntas que historicamente estivemos acostumados a ouvir (e nem sempre responder) é: o que você quer ser quando crescer? Alguns enchem o peito e dizem bombeiro, policial, jogador de futebol, doutor de crianças e por aí vai. É uma pergunta com respostas eventualmente latentes, pois em algum momento da vida deveremos não apenas nos preparar, mas também escolher o encaminhamento de uma profissão para (“o resto de”) nossas vidas.

Alguns anos atrás (e não muitos), as escritas contábeis de bancos eram feitas “à mão” e muitos dos controles eram não baseados em tecnologia. Nos dias atuais, possivelmente os trabalhos antigamente feitos com dez pessoas passaram a ser feitos com dois trabalhadores, ganhando em vantagem de precisão e não necessidade de retrabalho. Muito disso se deve à tecnologia e ganhos de processos. Há não muitos anos existiam profissões que desapareceram e tantas outras que surgiram e que nem sequer havia pista sobre elas.

Programador de aplicativo, desenvolvedor de software, por exemplo? Nem celular smartphone havia, que dirá aplicativos. Tecnologias touchscreen que hoje estão na mão de qualquer criança, estão nos veículos, nos terminais de autoatendimento bancário, máquinas em fábricas, há alguns poucos anos eram inexistentes, de difícil acesso ou economicamente inviáveis.

Neste sentido, o que dizer da resposta de uma criança de o que irá ser quando crescer? Corre o risco de eles, aos 5 anos, almejarem uma profissão que antes mesmo de entrarem na faculdade, quem sabe já terá desaparecido ou estar em forte declínio. O piloto agrícola não terá mais profissão. O motorista, taxista, chofer não terá mais espaço, assim como atendente de caixa e de telemarketing. O “médico de crianças” será uma profissão certamente com outros moldes em mais 20 anos.

E você, como pai ou mãe, que incentivo deve ou pode dar para seus pupilos sobre buscar uma profissão que lhes deixe pessoalmente e profissionalmente satisfeitos? Sim, filho (a), seja bombeiro, seja policial, seja pediatra, seja esportista!

Quem sabe a sua profissão irá se moldar algumas vezes ainda antes de chegar a vez dele, mas nada que uma bola de cristal não ajude.