Nos carros não haverá mais necessidade de condutor. Aliás, poderemos ficar atrás do “volante”, mas apenas de bastidor. A aviação agrícola irá acabar nos moldes atuais, pois a atividade será desenvolvida não mais por pilotos, mas drones tripulados à distância através de programação de aplicação dos defensivos. Mais e mais itens serão entregues em casa (para os padrões atuais também por drones), sem a necessidade de irmos ao supermercado ou à loja. Os veículos todos não mais serão abastecidos com energia fóssil (e quem sabe nem elétrica). Esse é o lado dos produtos e processos.

Tudo isso poderá acontecer, ou nada, caso haja um salto de tecnologia e antes que uma nova se consolide já surjam outras.

Pensando em serviços, temos atualmente a Uber, a maior frota de veículos do mundo a serviço do transporte de passageiros sem possuir de fato nenhum veículo. A solução do Airbnb, com o maior número de acomodações do planeta sem sequer possuir fisicamente nenhum hotel ou pousada.

Os telefones há muito já não são aparelhos para efetuar chamadas e as operadoras estão mais interessadas em dados que voz. Isso, no entanto, já estava de certa forma previsto ou em curso há alguns anos e, quem sabe, esperava-se até que já tivesse ocorrido antes e estivéssemos ainda mais avançados.

Os temas acima tratados são apenas exemplos do que se conceitua tecnologia disruptiva ou inovação disruptiva. Por uma questão formal, cabe conceituar disrupção, pela qual entende-se “a interrupção do curso normal de um processo” (Wikipedia).

Elas estão aí e nossa vida continua. O que fazer perante as novas tecnologias? Por um lado há pessoas mais conectadas nas tendências, produtos contemporâneos e novas soluções. De outra parte, há pessoas que ainda não têm WhatsApp no seu aparelho celular, usando-o na sua função “original” para falar (apenas). Quando estamos especialmente em centros maiores e outros países, nos deparamos com práticas modernas e produtos em fase de lançamento. Isso porque é geralmente neles em que se encontram consumidores e a massa de demanda necessária para suportar os experimentos e lançamentos com tais situações.

Há novos produtos que acabam não tendo êxito no consumo em massa e, ou não chegamos a ficar sabendo deles, ou sequer chegamos a utilizar. Outros, entretanto, simplesmente acabam por “entrar” em nosso cotidiano de forma natural, ainda que não sejamos aquelas pessoas superligadas no que de novo está ocorrendo no mercado. Provavelmente a situação mais realista é que continuemos com nosso dia a dia, nossa vida “real” e tomemos contato com o novo conforme necessitemos por alguma razão pessoal ou profissional, ou porque eles acabam se tornando tão corriqueiros que fique impossível não utilizar a nova tecnologia.

 

Cuidado para não ter crise existencial para estar 100% conectado com tudo de novo. Mas também não deixe de experimentar as tendências.