Esta semana, fui chamado por uma pessoa muito próxima, de “o chato mais querido que existe”, e fiquei pensando com meus “botões” o que significa ser chato mais querido que existe.

Acredito que, então, sou uma pessoa legal, honesta, mas... Muito chato! Hehehe. Não aquele chato chiclete, que todo mundo sai correndo quando vê.

Verdade! Então eu adorei ser o chato mais querido que existe, pois não consigo ser diferente, pois minha chatice (não tudo) deve-se ao fato de que minhas manias e regras não mancham meu caráter e minha essência, ou seja, fazer o bem, ser justo, com o coração grande, mas com maneiras diferentes.

Talvez esse adjetivo de “chato” fique robusto pelas minhas manias e gostos. Você conhece alguém que não gosta de: vinagre, frutas, pinhão, côco, sopa, vinho, risoto de frango, e por aí vai.

Você conhece alguém que não gosta de domingo? Eu odeio. O fato de muitos anos de minha vida ter que viajar na segunda para ficar longe de minha família me deixou completamente “acabado” aos domingos. Para ter uma ideia, não assisto ao Fantástico há muito tempo, pois representa o fim do domingo e o início de uma viagem.

Ser estourado, e dizer o que pensa, sem haver necessidade, me tornam muito chato. Não precisa resmungar antes de fazer. Não precisava “gritar” demais e ser emburrado. Isso me deixa chato. Mas devo ser muito bondoso, pois minha “queridez” absorve minha chatice. Será?

Na política, já não “brigo” mais. Cansei de tentar convencer alguém. Não conseguimos convencer quem já tem sua opinião formada, mas devemos ser “queridos” e respeitar a opinião dos outros. Não gosto de generalização, onde dizem que partido A ou B é melhor. Todos de alguma forma ajudaram e ajudam. Temos “ladrões” e maus caráteres em todas as siglas, mas devemos fortalecer aqueles que desejam fazer o melhor. E o melhor não o é pelo seu partido, e sim pela sua essência.

Adoro ser chato, pois não aceito falcatruas nem conchavos. Adoro ser chato porque a lisura é minha maior bandeira de quase 30 anos no serviço público. Quero continuar sendo o chato mais querido, pois não aceito ver carros estacionarem na faixa, pessoas não respeitarem os idosos e algumas pessoas não respeitarem o próximo. Cada vez intensifico minha conduta em escutar mais e falar menos. Claro que tenho que agradecer meu médico pelas duas sertralinas que tomo diariamente... kkk

Não consigo ainda lidar com os “chatos” que não são “queridos”. Minha paciência está curta. Com minha filha adolescente, estou “tipo” tentando. Missão quase impossível.

Mas, como sou “querido”, mas chato, vou continuar acreditando no bom senso e no diálogo. Minhas manias vão continuar. O que não entendo é como minha esposa não me acha chato. Na verdade, ela me acha superchato! Até semana que vem.