1. O FIM DO EXCESSO

À medida que o consumo responsável torna-se convenção possível e o interesse por produtos e processos sustentáveis dispara, a redução da quantidade de matéria prima usada nas cadeias de suprimento será objeto de atenção. Menos estoques, maior aproveitamento nos processos e otimização de tempo e energia da produção.

Sabemos que o uso de recursos materiais de todo planeta dobrou, (nos países desenvolvidos há um consumo dez vezes mais por pessoa do que os países emergentes) assim, para manter o mesmo padrão de consumo atual, seria necessário 1,75 planeta Terra. O Planeta Terra atinge neste ano o ponto máximo de uso de recursos naturais que poderiam ser renovados sem ônus ao meio ambiente. Em 2019, a humanidade atingiu a data limite três dias antes que em 2018 – e mais cedo do que em toda a série histórica, medida desde 1970.

Isso significa que, a partir da data de 29 de julho de 2019, todos os recursos usados para a sobrevivência (água, mineração, extração de petróleo, consumo de animais, plantio de alimentos com esgotamento do solo, entre outros pontos) entraram em uma espécie de "crédito negativo" para a humanidade.

Essa é a oportunidade para que as marcas aprimorem o relacionamento com os clientes e também economizem (só na Europa, estima-se que a redução de custos das empresas chegue aos 600 bilhões de euros até 2030 com estas iniciativas).

Avalia-se que a economia circular represente uma oportunidade de um trilhão de dólares, e as marcas que estejam planejando, pesquisando e inovando conseguirão conquistar os consumidores mais conscientes com relação aos impactos ambientais. Em setembro de 2018, a visão da Economia Circular da União Europeia enviada à Índia descobriu que a redução do uso de recursos naturais poderia “gerar US$ 0,5 trilhão para o país até 2030”.

  1. ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

À medida que as empresas mudam de atitude para atender a um público mais consciente, também terão que se adaptar ao impacto nas mudanças climáticas sobre temas como cadeia de suprimentos, disponibilidade de matéria prima, mercado imobiliário e alterações demográficas de mercado causadas pela imigração.

Com áreas urbanas e comunidades sendo redefinidas por eventos climáticos externos, surgirão oportunidades para a inclusão de novos bens e serviços nestes mercados e para que as marcas desenvolvam soluções criativas e customizadas. Os segmentos que usam matéria prima natural, como a indústria de café e cerveja, já estão pressionadas pelas mudanças climáticas e precisam se adaptar.

A Starbucks fez um investimento de 500 milhões de dólares em dez anos para pesquisar grãos resistentes ao clima. A empresa divulga abertamente resultados para espalhar as melhores práticas de modo mais ágil e já ajuda na adaptação dos fazendeiros em oito centros localizados em três continentes. A indústria da cerveja já faz algo similar para combater as secas que ameaçam as plantações de cevada.

E nós, quanto tempo vamos teimar em permanecer com o mesmo olhar que herdamos dos nossos ancestrais? Quando iremos tomar consciência de que no futuro que já começou ontem, as coisas não serão como já foram um dia?

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