As eleições presidenciais estão logo aí e nos damos conta de algumas coisas. Uma delas é que, seja quem for, teremos um novo presidente eleito a partir de outubro. A outra delas, é que necessariamente o eleito não é nossa escolha, mas de uma maioria que apoiou um plano de governo. A terceira coisa é que nem sempre apoiaremos um plano de governo, mas seremos contra outro apresentado, portanto ficaremos com a antítese, a alternativa oposta, que em última instância é aquilo em que acreditamos ser melhor apoiar.

Outro aspecto relevante nessas épocas é vermos a aparição de personagens até então (nacionalmente) conhecidos. São pessoas que tinham ascensão em suas regiões (apenas) e de um momento para o outro passam a ser candidatos presidenciáveis. Outras são empresários ou mesmo políticos que trazem ideias de oposição e, como geralmente estaremos descontentes com algo, abraçaremos e apoiaremos essas ideias. Há ainda aqueles que são lembrados pelo simples fato de estarem na mídia.

Tanto a economia quanto a política são marcadas por ciclos e revezamentos. Ciclos de alta e baixa, crescimento e retração, euforia e medo, por fim, alternância de poder em se tratando de política. Mundialmente vimos isso na Europa. Regionalmente temos acompanhado isso de perto na América Latina e nacionalmente é o que ocorre na República.

O mais interessante mesmo é que por (muitas) vezes os candidatos são formados e surgem praticamente “do nada”. Eles são, para a população que acompanha “de fora”, montados, pecinhas preparadas para se encaixar naquilo que a população quer escutar. O pior de tudo isso, como opinião, é que nem sempre isso demonstra um plano de governo em si, senão uma tentativa de trazer aos olhos e ouvidos da população o que aparentemente faça sentido a ela, para aquela ocasião, naquele momento histórico, servindo como uma luva para que recebam votos.

O nosso, por acaso, é o de viesar para a direita, contrapor os excessos de direitos, a falta de deveres e bom senso, as aparentes anomalias, compor uma queda de braço com o enfraquecimento das crenças mais tradicionais e conservadoras.

Qual será o resultado? Dependerá não fielmente da consciência da nação, pois ela muitas vezes é ofuscada pelos graves problemas estruturais que temos e a simples vontade de que as coisas sejam diferentes. Será, no entanto, inconveniente, se pensarmos que não há planos plurianuais que efetivamente sejam seguidos e não sirvam apenas ao poder e desejos de quem está nele por quatro anos.

De qualquer sorte, para até os dias da eleição deveremos ter alguém para decidir e votar, pois precisamos de resposta, neste caso obrigatoriamente. Novo presidente, seja bem-vindo.