Hoje eu vim aqui para falar sobre procrastinação. Muitas vezes nos sentimos confusos, atarefados e desencorajados pelos acontecimentos do dia a dia e isso nos faz questionar por que os dias parecem cada vez menos produtivos, não é mesmo?!

Pois bem, comecei a ler o livro “Procrastinação: guia científico sobre como parar de procrastinar”, da autora Lílian Soares, que, embasada nisso, escreveu para nos ajudar a desbloquear a mente, por meio do uso de táticas certeiras comprovadas pela ciência para vencer as barreiras que nos impedem de concretizar projetos, tarefas e antigos sonhos. A partir disso, compartilho algumas reflexões que envolvem nossas rotinas pessoais e de trabalho. 

O sentimento de procrastinação faz parte da vida de algumas pessoas, tendo os procrastinadores uma tendência a perderem o prazer do dever cumprido das tarefas e de verem o fluxo das atividades acontecerem, o que pode tornar a rotina pesada e cheia de obstáculos. Contudo, ao mesmo tempo, a procrastinação pode surgir de uma falta de prazer no processo que se está vivendo, nas escolhas feitas, por isso, é importante lembrar que você é responsável pelo seu resultado, então reveja hábitos e repense se o que você está fazendo tem valido a pena. 

Desse modo, uma ação que a autora traz no livro é: “precisamos combater a complexidade” das coisas, pois é ela que nos faz desanimar e assim incentivar a simplificação das ações. Por isso, evite tudo o que pode gerar complexidade no fazer das suas tarefas diárias. Se tem algo na sua rotina que você considera muito difícil de fazer e se vê procrastinando, para e pense no que está sendo difícil de lidar e tente combater o sentimento, seja fazendo atividades que gosta, seja consumindo conteúdo que te ensine e inspire. 

O que pode nos ajudar neste processo também tem a ver com o planejamento estratégico, que já falei tanto por aqui, porque ele transforma um item assustador em uma série de tarefas pequenas, objetivas e gerenciáveis, e um item vago em um específico, por exemplo. Então, dê o primeiro passo, porque isso já traduz sua decisão de querer fazer, o que reduz a ansiedade e a preocupação. 

Outra ajuda é o fato de escrever sobre as tarefas a serem realizadas, o que, segundo o escritor Gary Keller, aumenta as chances, em cerca de 40% de realizá-las. Dessa forma, trago aqui, 4 dicas do Método Ivy Lee, que podem nos ajudar a combater atos procrastinatórios:

1) No final do dia, anote 6 coisas mais importantes que você irá fazer no outro dia;
2) Priorize os 6 itens de acordo com o grau de importância;
3) Quando acordar, tente se concentrar apenas na primeira tarefa que você escolheu e faça isso até concluí-la, mesmo que demore o dia todo.
4) Faça a mesma movimentação com o resto da sua lista. Se acabar o dia e você não fizer algo, transfira para a lista do outro dia.

Feito isso, confie que irá dar certo, porque são ações que irão motivar seu cérebro e seu corpo, pois verá que é capaz de executar as atividades do seu dia e lembre-se das palavras da autora: “Force seu cérebro a eliminar o que não é absolutamente necessário.”