Estamos no segundo semestre do ano e muitas crianças ainda não estão nem próximas do processo inicial da alfabetização, mesmo com idade e ano escolar coerentes com a faixa etária para a leitura e a escrita. Isso, provavelmente, tem grande relação com a pandemia, pois as crianças ficaram por tempo longe do universo escolar e da atenção mais próxima dos professores. Mesmo as aulas remotas e o auxílio das famílias não foram suficientes para desenvolver as habilidades básicas de leitura e escrita.

Sabemos que a alfabetização é uma construção importante para o desenvolvimento de qualquer pessoa. Quando uma criança aprende ler e escrever, ela inicia a descoberta do seu lugar no mundo. Segundo a UNESCO, a alfabetização é um processo de aquisição de habilidades cognitivas básicas responsáveis por contribuir para o desenvolvimento socioeconômico da capacidade de conscientização social e da reflexão crítica como base de mudança pessoal e social.

Um detalhe importante para a alfabetização infantil é o trajeto a ser desenvolvido pela criança, a sequência de aprendizagens importantes desde os 2 e 3 anos de idade. Onde os pequenos precisam ser estimulados com cores, sons, letras, demais brinquedos e itens de maneira lúdica. Iniciando assim as conexões cerebrais necessárias para as futuras assimilações. Com isso, por volta dos 6 anos, a criança já está apta e preparada para ser alfabetizada, tendo como base o estímulo recebido anteriormente.

E, esta base inicial tem muita relação com a presença da consciência fonológica no dia a dia neste período da infância. A identificação e a manipulação dos sons presentes em nossa língua devem ser trabalhadas com os pequenos, para que os mesmos possam perceber os fonemas, as sílabas, as palavras, as frases, ou seja, os componentes da fala tão importantes para a leitura e a escrita.