“Inspiração, idealização, planejamento, disciplina, dedicação, persistência e autoconhecimento” são algumas das características predominantes do músico e entusiasta, Everton Leonardo Drechsler, mais conhecido por seu nome artístico, Jack.

Entre as cordas percussivas, aos 27 anos, Jack percorre com leveza o teclado, as notas e os acordes de um companheiro diário: O piano! Mas ele não para por aí, além de músico e pianista, Jack é compositor, escritor, roteirista, diretor de cinema, ator, improvisador, professor, multi-instrumentista e concertista.

- Comecei meus estudos com a música em 1998, aos meus cinco anos de idade, com o professor Adão Saraiva e na escola “Sol Maior” que era referência na época para a região de Frederico. Em 2011 ingressei no curso de graduação em música na UPF e, em 2012, após realizar recitais e apresentações com minhas próprias composições e obras que estudava, me mudei para Florianópolis, onde estudei na Universidade Estadual de Santa Catarina por um ano em Licenciatura. No ano seguinte, fui aprovado no curso de música, com foco no piano. Tive o prazer de ser aluno de Guilherme Sauerbronn, do Rio de Janeiro, e de Maria Bernadete Castelan Póvoas, de Santa Catarina – contou o cantor e compositor, Jack. 

Com uma vasta trajetória, Jack transitou entre grupos de música de igreja, bandas de baile e de rock até, de fato, se encontrar e seguir o sonho de ser um pianista. De Frederico Westphalen para Passo Fundo, a fronteira gaúcha era pequena para quem queria desbravar as curiosidades de Florianópolis. Por um breve período, mas o suficiente para se encantar e guardar na memória, as melhores sensações da cidade praiana. E foi então que ele embarcou mais uma vez e, dessa vez, com destino certeiro, no coração do Rio Grande do Sul, a universitária Santa Maria.

- Na UFSM estudei piano e pedagogia no ano de 2014, onde tive a satisfação de participar de congressos internacionais, simpósios e master classes com renomados compositores, pianistas e pedagogos, tais como: Matin Munch da Alemanha, Jean Paul do Chile, Hana Song da Coréia do Sul, Francis Dubé do Canadá, Judit Gábos da Hungria, Courtney Crapell do Estados Unidos, Henrique Graf do Uruguai e Luciana Sayuri do Rio de Janeiro -, lembrou. 

Em 2018, sob orientação da gaúcha Vera Lúcia Portinho Vianna, se formou e no ano seguinte, ingressou no curso de bacharelado em música, como opção compositor.

Do hobby ao profissional 

Jack é professor concursado pela Fundação Cultural de São Carlos (SC), onde ministra disciplinas de piano, flauta doce, canto coral e teoria musical. São cerca de 100 alunos entre as nove turmas da fundação e os alunos que atende de forma particular em Frederico Westphalen e região. 

- Toco piano, teclado, cravo, órgão de tubos, melódica, acordeom, flauta doce (soprano contralto, tenor e baixo), violino, viola caipira, violão, guitarra elétrica, baixo elétrico, pandeiro, bateria, marimba, xilofone, glokenspiel, celesta e vibrafone. E no momento estou estudando com o professor Fausto Caetano de São Paulo, um renomado preparador vocal de nomes como Sandy e Júnior, Chitãozinho e Xororó, André Matos, entre outros artistas da música brasileira -, destacou. 

Com 15 anos de carreira, Jack já compôs mais de cem músicas, no entanto, a caminhada é vasta para quem sonha tão alto e faz por merecer, o mérito de cada conquista. E para 2021, os sonhos e metas já fazem parte do caderno de anotação e planejamento. 

- Tenho muitos objetivos, mas para este ano, minha meta é realizar o lançamento do primeiro álbum da minha banda autoral “The Cowbells”, fundada neste ano, com a intenção de buscar inovação na música, misturando o tradicional country com pop rock. Também pretendo realizar um recital, concerto ou evento com todos os meus alunos de música e como roteirista, desejo também produzir a trilha sonora do curta-metragem que estou dirigindo e produzindo aqui em Frederico, que se chama “Penumbra” -, ressaltou. 

Inspiração 

Entre as suas maiores inspirações, seu pai Derli é um dos seus maiores exemplos, pois foi dele que a herança musical foi herdada. Jack cresceu ouvindo o seu pai tocar violão e cantar diversas canções e, além dele, inúmeros professores, compositores e artistas que sempre admirou. 

- Por atingir de forma profunda as nossas emoções, a música tem um papel fundamental na sociedade, pois ela alivia o que nos atormenta e contribui para a integridade social. A música é a mais bela criação do ser humano -, finalizou.