A frota aumenta sensivelmente a cada ano e os dados comprovam. O número de veículos em Frederico Westphalen só subiu: em 2007 eram 11.529, e neste ano já chegam a 19.242, conforme o Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Nesse tempo, a população também cresceu e a urbanização se expandiu. Uma problemática que veio com a soma desses fatores, aliada à desinformação, é o abandono de veículos em vias públicas. O assunto está entre os pontos a serem tratados na atualização do Código de Posturas do município, pois o vigente é de 1976 e não contempla medidas a serem adotadas em casos como esse, explicou o chefe do Setor de Trânsito, Joncemar Reolon.

Atualmente, não há um levantamento que aponte quantos veículos foram deixados pelas ruas, mas além de ocuparem vagas de estacionamento, que são cada vez mais disputadas principalmente no Centro, eles representam perigos aos moradores.

Sem condições para trafegar ou com desacordos na documentação, causam danos ao meio ambiente, são eventuais esconderijos para criminosos ou usuários de drogas e podem se tonar locais propícios para proliferação de doenças, criação de focos de mosquito da dengue e lar de insetos ou roedores, por exemplo. "O que temos feito com a Vigilância Sanitária é tentado conversar com os proprietários, para que retirem essas carcaças de veículos das ruas. Em breve teremos dispositivos para que possamos nos amparar legalmente para fiscalizá-los e destinar os veículos a um local apropriado", disse Reolon.

Sendo assim, os veículos ficarão passíveis de multa e guincho. O chefe do Setor de Trânsito ainda destacou que em algumas situações, os automóveis pertencem a donos de empresas ou oficinas que trabalham com automóveis e não possuem espaço suficiente para abrigá-los. No entanto, o local adequado certamente não é a rua.

Cristiane Luza