Se você já utilizou os populares “orelhões” deve lembrar o quanto estes aparelhos eram necessários para a comunicação. Com o passar do tempo, evoluíram da ficha para o cartão, depois faziam ligações de graça e agora começam a sair de cena. A expansão da telefonia móvel e da comunicação por aplicativos, fez a dependência cair. A preferência é pelos smartphones e pela comunicação que usa a internet fixa (wifi) ou móvel (2G, 3G, 4G).

Frederico Westphalen chegou a possuir mais de 120 telefones públicos ativos. Conforme dados apurados com a Anatel, restaram apenas 31 e parte deles carece de manutenção. Os removidos das ruas, são abrigados no depósito da Oi e depois vão ser levados para Santa Maria. De lá, devem ser encaminhados para reciclagem. O procedimento vai ocorrer gradativamente em todos os municípios da região. 

A retirada acontece porque a Anatel publicou decreto atualizando as obrigações das operadoras de telefonia. Pelas novas normas, os orelhões, que há 30 anos eram essenciais, não são mais um investimento obrigatório das concessionárias. Em vez de manter os telefones públicos, as empresas terão de canalizar seus recursos para levar comunicação 4G a áreas carentes de cobertura móvel, por um período de quatro anos. Antigamente, era obrigatório quatro aparelhos para cada mil habitantes.

Manutenção

Todavia, os orelhões deverão ser mantidos em universidades, parques de exposições, escolas, hospitais, aeroportos, rodoviárias, presídios ou qualquer local público onde já existiam os aparelhos ou em novos, que devem ser através de solicitação. Qualquer pessoa ou entidade pode pedir o telefone público explicando os motivos. A solicitação, por carta, deve conter motivo, nome, telefone, CPF e ser endereçada para "Atendimento Oi" na Caixa Postal 20005, CEP 74533-970, Goiânia-GO.