As chuvas que foram registradas nas últimas semanas na região causaram milhões de reais em prejuízos às famílias ribeirinhas, mas também houve perdas nas lavouras.

De acordo com levantamento realizado pela Emater/RS-Ascar, os municípios mais atingidos e que registraram os maiores prejuízos foram Nonoai, Rio dos Índios, Alpestre, Ametista do Sul, Planalto, Iraí, Caiçara, Vicente Dutra, Palmitinho, Vista Alegre e Pinheirinho do Vale.

Nestes municípios, milhares de agricultores tiveram perdas de utensílios domésticos, mortes de animais, danos na rede elétrica – o que comprometeu a produção leiteira – e redes de água. Outras perdas foram em destruição de pontes, benfeitorias e equipamentos de produção.

Um dos problemas que mais causou dificuldades aos produtores rurais foi a destruição – parcial ou total – de estradas, prejudicando a coleta do leite. Além disso, as lavouras também foram afetadas com perdas nas pastagens e na produção de soja e trigo.

Uma das propriedades atingidas na região foi da família de Mauri José Somavilla e seus irmãos. Com uma área plantada de 40 hectares de trigo na linha São João do Porto, em Frederico Westphalen, cerca de 20% da produção foi perdida devido à erosão.

– As fortes chuvas provocaram valas no solo, levando as sementes. O campo ainda irá germinar, mas não produzirá o esperado, tornando-se um solo infértil. Na nossa propriedade, choveu em torno de 400 milímetros nesses últimos dias. Jamais vimos tanta chuva em tão pouco tempo –, explicou.

Prejuízo no garimpo

A propriedade de Somavilla também sofreu com perdas nas estradas que levam até os garimpos. Em um deles houve desmoronamento e, conforme o produtor, as perdas foram calculadas em mais de R$ 10 mil. “Perdemos muito investimento, com adubo, calcário e insumos. Esse sim é o maior problema, pois a água levou tudo”, lamentou.