Pessoas que fazem trabalho voluntário movidas pelo amor, vivem, em média, quatro anos mais, segundo estudo da Universidade de Michigan (EUA) e com melhor qualidade de vida, afirma o pesquisador americano, Allan Luks, no livro The Healing Power of Doing Good (O Poder Curativo de Fazer o Bem, sem tradução para o português).

Conforme Luks, quem realiza pelo menos quatro horas de trabalho voluntário por mês, tem dez vezes mais chances de ter uma boa saúde do que quem não voluntaria. A explicação? O voluntário vivencia um poderoso sentimento de satisfação, resultado da diminuição do estresse e da liberação de endorfinas, neurotransmissores que provocam sensação de felicidade. 

Para a psicóloga Giovana Alessi Toso, a pessoa precisa fazer o trabalho por vontade própria e gostar do que faz e não ser motivada para que os outros a vejam. “O benefício da solidariedade é o afeto recíproco. Eu dou afeto e recebo carinho e admiração de volta”, declarou Giovana.

O espírito do trabalho voluntário é colocar um talento individual à disposição da sociedade. Mesmo para o trabalhador ocupado, é possível dedicar tempo a alguma ação desinteressada. De acordo com pesquisa do Ibope de 2011, 67% dos voluntários brasileiros que se dedicam a algum serviço solidário, trabalha fora. 

Mesmo com jornada de trabalho de 44 horas semanais, Marinice Martins, ainda reserva tempo para coordenar a Assistência Social Adventista (ASA) de Frederico Westphalen. “Não aguento ver uma pessoa passar necessidade. O que me motiva é vê-las bem e felizes”, afirmou. 

 

Benefícios do voluntariado

Melhora a saúde mental e física Cria novas amizades É um passatempo Proporciona prazer Mantém a pessoa ativa Desenvolve suas habilidades Permite adquirir novos conhecimentos Aumenta as chances de conseguir um trabalho pago

Gislene Goulart