As agroindústrias do Médio Alto Uruguai implantarão, dentro de um ano, um software para ofertar online os seus produtos, suprindo a demanda de aquisições para a merenda escolar dos municípios da região. Inicialmente, será restrito às compras públicas, posteriormente o projeto incluirá também compradores privados. 

Esta é uma das prioridades definidas pela governança do Arranjo Produtivo Local (APL) Agroindústria Familiar & Diversidade do Médio Alto Uruguai, apoiado pelo Governo do Estado por meio do Projeto de Fortalecimento dos APLs, coordenado pela Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI). A expectativa do diretor executivo e assessor do APL, Eliseu Luis Liberalesso, é de que o software leve o APL a atender toda a demanda de itens para a merenda escolar. 

O APL também apoiará o projeto de outro software, para sistema contábil. Uma vez que a grande maioria de fornecedores da região está irregular e não mantém registro formal de contabilidade, o programa ajudará a estabelecer um padrão de controle, além da regularidade junto a sistemas de incentivo fiscal. "Como primeira vantagem dos planos, os dois softwares vão encurtar o caminho para as vendas e dar autonomia em gestão para as pessoas saberem se seus negócios são rentáveis", explica Liberalesso. 

Também estão entre as prioridades o apoio para que as prefeituras adotem o sistema de inspeção municipal com adesão ao Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agroindustrial (Susaf), a realização de feiras e eventos coletivos e a renovação do convênio do APL entre Agência de Desenvolvimento do Médio Alto Uruguai (ADMAU) - entidade gestora do arranjo - e a AGDI.